As ações da Yduqs (YDUQ3) lideram as quedas do Ibovespa nesta sexta-feira, 14 de novembro, após a divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025. Os papéis chegaram a cair 8,42% na mínima intradia, negociados a R$ 12,40. Por volta das 13h10, o recuo era de 5,69%, com os ativos cotados a R$ 12,77.
A reação do mercado é atribuída à combinação entre os números abaixo do esperado na última linha do balanço e a realização de lucros, após uma sequência de altas recentes.
Lucro decepciona, mas Ebitda surpreende positivamente
A Yduqs (YDUQ3) reportou lucro líquido de R$ 98 milhões no 3T25, o que representa uma queda de 35,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O número veio abaixo das projeções do mercado, que estimavam R$ 142,6 milhões.
Por outro lado, o Ebitda ajustado foi um dos pontos positivos do balanço, somando R$ 508 milhões — crescimento de 5,8% em relação ao ano passado e acima das expectativas compiladas pela LSEG.
Segundo o banco Safra, a performance operacional foi apoiada por uma captação considerada “muito forte” no segmento presencial e uma contribuição final do curso de enfermagem na modalidade semipresencial, que será descontinuada devido ao novo marco regulatório da educação em saúde.
Margens melhoram e geração de caixa sustenta otimismo
Mesmo com o lucro pressionado, o BTG Pactual destacou a sólida geração de fluxo de caixa da Yduqs (YDUQ3) no trimestre, que somou R$ 350 milhões após investimentos (capex). Esse valor superou levemente os R$ 344 milhões reportados no mesmo período de 2024.
A empresa também apresentou fluxo de caixa para o acionista (FCFE) de R$ 296 milhões, já descontados os juros pagos. No acumulado dos últimos 12 meses, esse indicador soma R$ 610 milhões, superando a meta anual da companhia, que vai de R$ 500 milhões a R$ 600 milhões.
Para o Santander, a melhora da margem Ebitda — sustentada por menor provisão para devedores duvidosos e contingências — é um ponto que merece atenção positiva, podendo representar um vetor de expansão adicional nos próximos trimestres.
Crescimento no segmento premium e avanço na qualidade do crédito
Os analistas da Ágora Investimentos e do Bradesco BBI veem com bons olhos o desempenho das marcas premium da Yduqs (YDUQ3), como Ibmec e IDOMED, além da evolução na qualidade de crédito dos alunos. Apesar disso, o crescimento da receita líquida foi considerado modesto.
Já o Bank of America acredita que as mudanças estruturais adotadas pela empresa — como menor exposição a programas de descontos e reconhecimento de receita mais conservador — devem sustentar uma geração de caixa mais robusta nos próximos anos, especialmente em 2026.
É hora de comprar Yduqs (YDUQ3)?
Mesmo com o resultado fraco na última linha, as principais casas de análise mantêm recomendação de compra para Yduqs (YDUQ3). O valuation atrativo, o yield elevado de fluxo de caixa e a resiliência operacional são apontados como justificativas para manter posição ou aproveitar a queda para entrada.
Para o BTG Pactual, o rendimento de caixa anualizado da ação está em 17%, e a expectativa é de que a empresa consiga manter esse nível em 2026. A visão também é compartilhada por Ágora, Santander, Safra e BofA, que enxergam potencial de valorização expressivo nos papéis.
Projeções de analistas para Yduqs (YDUQ3)
De acordo com estimativas coletadas no mercado:
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BTG Pactual vê um preço-alvo de R$ 23, com potencial de alta de 69,8%;
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Bank of America trabalha com R$ 22 por ação, com upside de 62,4%;
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Santander aponta para R$ 21, com valorização de 55,1%;
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Safra estima R$ 22,50 (+66,1%);
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Ágora/Bradesco BBI projeta R$ 17, implicando avanço de 25,5% frente à cotação atual.