Raízen (RAIZ4) cai quase 9% após fracasso em capitalização entre Cosan e Shell

Raízen (RAIZ4) cai quase 9% após fracasso em capitalização entre Cosan e Shell enquanto dívida da empresa supera R$ 55 bilhões.
Raízen (RAIZ4)

As da () registraram forte queda nesta quarta-feira (4) após o fracasso nas negociações para uma capitalização da companhia envolvendo suas controladoras, a Cosan e a .

Por volta das 10h20, os papéis da empresa caíam 8,7%, negociados a R$ 0,63, refletindo a piora na percepção de risco dos diante da situação financeira da companhia.

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O impasse ocorre em um momento delicado para a empresa, que enfrenta elevado endividamento e pressão operacional.


Negociações entre Cosan e Shell fracassam

Segundo informações da Reuters, as conversas para reforçar o caixa da Raízen (RAIZ4) terminaram sem acordo entre seus principais acionistas.

A Shell teria sinalizado disposição para aportar cerca de R$ 3,5 bilhões, desde que a Cosan contribuísse com valor semelhante.

Durante as negociações, também chegou a ser discutida uma estrutura alternativa que envolveria:

  • R$ 3,5 bilhões da Shell

  • R$ 1 bilhão da Cosan

  • R$ 500 milhões do empresário Rubens Ometto

No entanto, as partes não chegaram a um consenso sobre os termos da operação.

Atualmente, Cosan e Shell possuem cerca de 44% cada uma da companhia, o que torna qualquer solução dependente do alinhamento entre os dois grupos.


Shell ainda pretende apoiar a empresa

Apesar do fracasso nas negociações iniciais, a Shell ainda pretende continuar apoiando a companhia.

Segundo fontes de mercado, a empresa segue disposta a participar de uma eventual capitalização e também apoiar as negociações da Raízen com bancos e credores.

Além disso, fundos administrados pelo BTG Pactual também participaram das discussões, mas teriam discordado de alguns termos apresentados nas propostas de capitalização.


Dívida acima de R$ 55 bilhões pressiona cenário

A situação financeira da Raízen (RAIZ4) tem se deteriorado nos últimos trimestres.

A ívida líquida da companhia já supera R$ 55,3 bilhões, resultado de uma combinação de fatores, incluindo:

Diante desse cenário, analistas avaliam que a empresa pode precisar de uma reestruturação financeira mais ampla.

Entre as alternativas discutidas pelo mercado estão renegociação de dívidas, novos aportes de capital e ajustes operacionais para recuperar o equilíbrio financeiro.

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