A Vivara (VIVA3), maior rede de joalherias do Brasil, anunciou mudanças relevantes em sua alta administração nesta quinta-feira (11). A empresa comunicou ao mercado que Thiago Lima Borges assumirá o cargo de CEO, substituindo Ícaro Borrello, enquanto Cassiano Lemos da Cunha será o novo COO, no lugar de Bruno Kruel. As alterações têm efeito imediato.
A notícia foi bem recebida pelo mercado: as ações da Vivara (VIVA3) subiram 5%, atingindo R$ 35,91 por volta das 11h desta sexta-feira (12), refletindo a confiança dos investidores na nova gestão.
Mudança estratégica e aprovação dos analistas
Segundo a companhia, as trocas fazem parte de um processo de transição planejado, conduzido pelo Conselho de Administração ao longo dos últimos meses, com apoio de uma consultoria especializada. A mudança visa fortalecer a estratégia de crescimento e governança da Vivara.
Analistas de mercado destacaram o movimento como positivo e alinhado ao momento estratégico da companhia. O JPMorgan, por exemplo, afirmou que a chegada de Borges e Lemos pode fortalecer a execução operacional da empresa, destacando o perfil experiente dos executivos.
Experiência robusta no varejo
Thiago Lima Borges possui 20 anos de experiência no varejo, com passagens marcantes por empresas como SmartFit e Azzas 2154 (antiga Arezzo). Já Cassiano Lemos foi COO da Arezzo e teve papel relevante na Richards, sendo reconhecido por liderar projetos de eficiência de estoques, um dos pontos centrais do plano estratégico da Vivara atualmente.
A XP Investimentos também aprovou a mudança, interpretando-a como parte da retomada do controle estratégico por Paulo e Marina Kruglensky, fundadores da empresa.
Foco em governança e expansão
O Bradesco BBI ressaltou que, embora mais uma mudança no comando possa parecer arriscada, ela está dentro de um contexto maior de fortalecimento da governança e alinhamento com acionistas minoritários, iniciado em 2025. O banco manteve recomendação neutra, mas reconheceu o potencial de médio prazo, conforme a nova gestão se consolide.
Já o Goldman Sachs e o próprio JPMorgan mantiveram recomendações de compra, com preços-alvo de R$ 38 e R$ 36, respectivamente. O argumento é que a Vivara continua bem posicionada no setor de joias, com boa margem operacional, estoques controlados e perspectiva de crescimento da linha Life.
Ações sobem e mercado reage bem
Além da alta imediata de 5% nas ações da Vivara (VIVA3), o mercado tem reagido de forma mais ampla às movimentações na companhia. Desde o início das mudanças na estrutura de gestão, o papel acumula valorização impulsionado pela expectativa de maior eficiência operacional, profissionalização e crescimento orgânico.