Empresário do setor de combustíveis é alvo de megainvestigação por sonegação e irregularidades na Refit

Ricardo Magro e Grupo Refit são alvo de megaoperação por dívidas de ICMS no setor de combustíveis. Entenda o caso.
Ricardo Magro e Grupo Refit

Nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2025, o empresário e advogado Ricardo Magro voltou a ser destaque nas notícias, principalmente por conta da megaoperação envolvendo o Grupo Refit e suas controvérsias com o ICMS. Isso levanta questões sobre a situação do setor de combustíveis no e os impactos dessas informações.


Contexto da Investigações Fiscais

As investigações fiscais em torno do Grupo Refit e do empresário Ricardo Magro indicam problemas sérios no setor de combustíveis. Em , a empresa é apontada como a maior devedora de ICMS. Isso gerou uma ação judicial que pode impactar suas operações e o mercado.

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A Refit e Magro já enfrentaram escândalos antes. No passado, a companhia foi mencionada em investigações como a Operação Carbono Oculto. Essa operação mostrava a infiltração de grupos criminosos, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), na indústria de combustíveis.

A ívida bilionária de ICMS acumulada pela Refit é um dos pontos controversos. Magro alega que as disputas sobre impostos são parte de uma desigual contra sua empresa. Ele diz que isso se deve ao domínio de grandes grupos no setor e a uma de preços da Petrobras que prejudica os menores players do mercado.


Quem é Ricardo Magro

Ricardo Magro é empresário e proprietário do grupo Refit, responsável pela antiga refinaria de Manguinhos. Ele se tornou novamente alvo de destaque após entrar no radar de uma megaoperação da . A Refit é apontada há anos por órgãos de fiscalização como participante de um suposto esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. As suspeitas acompanham Magro desde a aquisição da refinaria, em 2008.


Acusações de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro

A suspeita de sonegação fiscal não é nova. Em dezembro do ano passado, Magro foi citado em uma operação da Polícia Civil que investigava o uso de 188 empresas para fraudes fiscais e lavagem de recursos. Meses depois, em agosto, seu nome voltou a aparecer na Operação Carbono Oculto, que investigou a infiltração do PCC no setor de combustíveis.

Na época, Magro declarou que é perseguido e ameaçado por tentar combater esquemas fraudulentos do setor. Ele negou qualquer relação com facções criminosas e afirmou que sofre uma campanha difamatória de grandes empresas concorrentes.


Prisão em 2016 por fraude em fundos de pensão

Em 2016, Ricardo Magro foi preso no Rio de Janeiro após ser acusado de envolvimento em fraudes nos Petros e Postalis. O Ministério Público Federal apontou desvios que somavam ao menos R$ 90 milhões. O empresário chegou a ser considerado foragido e procurado pela Interpol, mas se entregou à Polícia Federal três dias depois.


Offshores nos Panama Papers

O nome de Magro também apareceu nos Panama Papers, com a revelação de que ele mantinha seis offshores em paraísos fiscais. Parte dessas estruturas era administrada pela Mossack Fonseca, escritório especializado na criação de empresas de fachada usadas para ocultar patrimônio e beneficiários reais.


Investigação por corrupção envolvendo a ANP

Ricardo Magro foi ainda investigado por um suposto esquema de corrupção ligado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A denúncia, depois arquivada pelo Ministério Público de São Paulo, afirmava que empresas do conglomerado utilizavam fraudes como sonegação e adulteração de combustíveis. Segundo o órgão, haveria também pagamento de propina a um agente regulador para manutenção de uma “rede de proteção”.


Relação com Eduardo Cunha

O empresário também atuou na defesa jurídica do ex-presidente da , Eduardo Cunha, preso em 2016 acusado de desvio de recursos em fundos de pensão. Posteriormente, Cunha foi absolvido, mas a ligação reforçou a exposição pública de Magro em investigações de grande repercussão nacional.

O empresário afirma que seu grupo está em recuperação judicial. Essa posição complica ainda mais sua capacidade de negociar e manter operações. Enquanto isso, as autoridades continuam a investigar sua empresa, o que gera incertezas sobre o futuro do Grupo Refit.

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