Reajustes da conta de luz já superam 20% depois de lei sancionada por Lula

Os reajustes da conta de luz já superam 20% em 2025. Entenda por que o preço disparou e o que esperar dos próximos meses.
Reajustes da conta de luz

Os reajustes da conta de luz voltaram a pressionar o bolso do consumidor em 2025. A Agência Nacional de () aprovou em novembro um aumento de 21,76% para os consumidores residenciais da CEEE Equatorial, no , e já havia autorizado um reajuste de 14,11% para a RGE em junho.

Ambos são percentuais muito superiores à inflação de 4,59% registrada nos últimos 12 meses na região metropolitana de Porto Alegre.

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Por que os reajustes ficaram tão altos?

Os aumentos refletem principalmente custos não gerenciáveis pelas distribuidoras — como compra de energia, encargos setoriais e transmissão (TUST/TUSD-Fio A). Essas despesas subiram com força ao longo de 2025, impulsionadas por:

• aumento dos custos de geração;
• elevação dos encargos setoriais;
• orçamento maior da Conta de Desenvolvimento Energético ();
• queda nos reservatórios e acionamento de bandeiras tarifárias mais caras.

Segundo a própria Aneel e especialistas do setor, mesmo que as distribuidoras reduzissem despesas operacionais, o impacto seria limitado diante da pressão estrutural dos custos do setor elétrico.

Pressão extra após lei sancionada por Lula

A CDE — um dos principais componentes da conta de luz — atingiu em 2025 um orçamento de R$ 49,2 bilhões, R$ 8,6 bilhões acima do previsto.

Esse aumento inclui as novas isenções e descontos sancionados pelo presidente Lula em maio para programas como Tarifa Social, geração renovável e iniciativas de universalização. Como a CDE é financiada principalmente pela tarifa de energia, seu crescimento tem efeito direto nos reajustes.

Por que o aumento da CEEE foi maior que o da RGE?

A diferença entre as duas distribuidoras tem explicação técnica:

• Compra de energia: maiores custos e componentes financeiros pressionaram a tarifa da CEEE.
no RS: impactos ainda serão incorporados no cálculo tarifário da CEEE.
• Créditos tributários: a RGE reduziu quase sete pontos percentuais do reajuste graças a créditos de PIS/Cofins.
• Diferença contratual: a CEEE já opera sob o modelo Proret-A, enquanto a RGE só muda seu contrato em 2027.

O que esperar daqui para frente?

Os custos estruturais do setor elétrico indicam que a conta de luz deve seguir pressionada.

A falta de capacidade de armazenamento da — hoje desperdiçada em momentos de excesso de produção — obrigou o governo a planejar o primeiro leilão de baterias em 2026, com implantação prevista a partir de 2028. A expectativa é reduzir a da geração e aliviar pressões futuras sobre .

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