Quem é Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro e controlador do Banco Pleno liquidado pelo BC

Augusto Lima volta ao centro das atenções após liquidação do Banco Pleno. Entenda sua trajetória, investigações e relação com o Banco Master.
Augusto Lima

A trajetória de Augusto Lima voltou ao centro do noticiário após a liquidação extrajudicial do Banco Pleno pelo Banco Central. O empresário, que já comandou o e teve atuação próxima a figuras do governo Lula, acumula passagens por operações financeiras que hoje estão sob investigação.


O que levou ao fechamento do Banco Pleno

As autoridades financeiras decretaram, na quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). A decisão foi tomada após deterioração nas condições financeiras da instituição e indícios de violações regulatórias.

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Segundo o , o grupo representava cerca de 0,04% dos ativos do sistema bancário nacional. Em setembro de 2025, os ativos somavam aproximadamente R$ 7,6 bilhões.

A é um regime aplicado quando uma instituição financeira deixa de cumprir exigências legais ou apresenta grave comprometimento financeiro. A Justiça determinou o bloqueio de bens dos dirigentes enquanto as investigações seguem em curso.


Quem é Augusto Lima

Augusto Lima construiu sua trajetória no setor de antes de assumir protagonismo no . Ele foi sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master e passou a ganhar maior visibilidade no mercado a partir de 2019.

Em agosto de 2025, após autorização do Banco Central, Lima assumiu o controle societário do Banco Master. Pouco depois, decidiu alterar o nome da instituição para Banco Pleno e realizou dois aportes que somaram R$ 160 milhões.

A mudança marcou uma nova fase da instituição sob sua liderança, com foco na expansão das operações.


Expansão e investigações

Documentos citados em investigações indicam que a expansão da Credcesta — produto de consignado amplamente negociado — transformou-se em um dos focos de apuração. Parte das operações teria ocorrido sem comunicação adequada às autoridades e sem garantias exigidas pelas normas regulatórias.

O inquérito instaurado apura possíveis irregularidades em carteiras de crédito vendidas pelo Master ao Banco de Brasília (BRB). Segundo investigações, teriam sido criadas associações de servidores que funcionavam como originadoras das carteiras posteriormente negociadas.

Em novembro do ano passado, a Polícia Federal prendeu Augusto Lima e Daniel Vorcaro no âmbito de apuração sobre suposta atuação irregular na liquidação do Banco Master. Ambos foram soltos cerca de duas semanas depois por decisão judicial.


Relações políticas e articulações

Augusto Lima também teve atuação próxima a figuras do federal. Ele chegou a atuar como do Banco Master e possui histórico de aproximação com nomes como o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner.

Segundo apuração divulgada por veículos especializados, Lima participou de reunião com Daniel Vorcaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2024.


O que acontece agora

Com a liquidação do Banco Pleno, a apuração conduzida pelas autoridades financeiras busca identificar responsabilidades dos administradores e possíveis prejuízos causados.

Caso sejam constatados danos financeiros, os autos poderão ser encaminhados à Justiça para eventual responsabilização civil e criminal.

A trajetória de Augusto Lima, marcada por crescimento acelerado e agora por investigações e liquidação de instituição financeira, permanece sob análise das autoridades regulatórias.

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