O Banco Central anunciou nesta terça-feira (24) a nomeação de um novo liquidante para conduzir o processo de encerramento do conglomerado do Banco Master, que está sob liquidação extrajudicial desde novembro de 2025.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e formaliza a substituição temporária da empresa responsável pela administração do processo.
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Novo responsável assume interinamente
O técnico Sebastião Marcio Monteiro foi designado para substituir a EFB Regimes Especiais de Empresas LTDA no período entre 20 de fevereiro e 6 de março.
Durante esse intervalo, ele também atuará como responsável técnico pela liquidação, assumindo as funções anteriormente exercidas por Eduardo Felix Bianchini, que precisou se afastar por questões de saúde.
Com a mudança, o novo liquidante passa a comandar diretamente as ações de encerramento das empresas que compõem o conglomerado do Banco Master Múltiplo S.A.
Empresas atingidas pela liquidação
Das cinco empresas do conglomerado, quatro foram liquidadas simultaneamente em novembro de 2025, em paralelo à deflagração da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras.
As empresas envolvidas incluem:
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Banco Master Múltiplo S.A
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Banco Master de Investimento
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Letsbank
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Corretora de câmbio
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Will Financeira (Will Bank)
O que é a liquidação extrajudicial
A liquidação extrajudicial é um instrumento utilizado pelo Banco Central quando uma instituição financeira perde as condições de continuar operando.
Nesse processo, um liquidante é designado para assumir o controle da estrutura da empresa, encerrar contratos, vender ativos e realizar o pagamento dos credores conforme a ordem legal.
A instituição deixa, então, de integrar o Sistema Financeiro Nacional.
Contexto da liquidação do Banco Master
A liquidação do Banco Master foi decretada em 18 de novembro de 2025, um dia após a Fictor Holding apresentar proposta para adquirir a instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
A decisão ocorreu também pouco mais de dois meses após o Banco Central rejeitar a tentativa de compra pelo Banco de Brasília (BRB).
A investigação segue em andamento e apura suspeitas de venda de títulos de crédito sem lastro, incluindo R$ 12,2 bilhões em carteiras que teriam sido repassadas ao banco estatal do Distrito Federal.