A recente disparada do Ibovespa, que superou os 161 mil pontos pela primeira vez, tem uma explicação que vai além de juros e macroeconomia. Segundo analistas da Eleven Financial, o mercado está sendo impulsionado por uma corrida das empresas para antecipar anúncios de dividendos antes da nova regra de tributação que começa em 2026.
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Empresas correm para antecipar dividendos e evitar nova taxação
A partir de 2026, dividendos mensais acima de R$ 50 mil passarão a ser tributados em 10%, além de rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil entrarem na base mínima do Imposto de Renda. Isso tem feito empresas como Vale (VALE3), Itaú (ITUB4), Unipar (UNIP6) e Grendene (GRND3) anteciparem o pagamento de proventos extraordinários, aproveitando a isenção vigente até dezembro de 2025.
Apenas os dividendos anunciados para dezembro somam quase R$ 30 bilhões, superando o volume médio de negociações diárias da B3.
Dividend yield em alta e ações valorizando
De acordo com Fernando Siqueira, da Eleven, “esse ano teria um ritmo normal de proventos, mas com a mudança fiscal, muitas empresas estão liberando dividendos que só seriam pagos no futuro”. Ele também destaca que os anúncios de dividendos reforçam o bom momento das companhias listadas, mostrando crescimento de lucro e controle de dívidas.
Esse movimento ajuda a elevar o dividend yield do índice e reforça que a Bolsa brasileira segue barata, oferecendo oportunidades reais aos investidores.
Recorde de dividendos em 2025 e início de 2026?
Além das gigantes que já anunciaram proventos, a expectativa do mercado é que outras empresas também façam anúncios de dividendos antes da virada do ano. A antecipação dos pagamentos pode levar a um recorde histórico de distribuição de lucros, sustentando a tendência de alta do Ibovespa mesmo com incertezas no cenário internacional.