Um relatório recente do BTG Pactual aponta que uma ação pode subir quase 300% ao longo dos próximos 12 meses. A recomendação recai sobre a Vamos (VAMO3), empresa do setor de locação de caminhões, máquinas e equipamentos pesados. De acordo com os analistas do banco, o preço-alvo para os papéis foi fixado em R$ 15, o que representa um potencial de alta de 291,6% frente ao fechamento do dia 1º de dezembro.
A revisão das projeções ocorreu após uma reunião entre o BTG e o CEO da companhia, Gustavo Couto, que apresentou as perspectivas estratégicas da empresa para os próximos trimestres. O banco avalia que, mesmo diante de um cenário macroeconômico ainda desafiador, a Vamos segue demonstrando consistência na execução de seu plano de negócios e disciplina na alocação de capital.
O que justifica o otimismo com a ação da Vamos
Segundo o relatório, a empresa tem adotado uma postura mais cautelosa em relação à expansão. Durante o ciclo de crescimento acelerado do agronegócio, a Vamos reconheceu ter ampliado sua operação acima do ideal. Com isso, iniciou uma reorganização estratégica, reduzindo sua exposição a segmentos mais voláteis e priorizando transportadores com maior solidez financeira.
Essa reavaliação estratégica contribuiu para um melhor controle do inventário, maior previsibilidade no processo de recuperação de ativos e manutenção do equilíbrio financeiro. Além disso, o banco observa que a Vamos se beneficia do relacionamento consolidado com montadoras e da escala operacional que desenvolveu nos últimos anos.
Outro ponto destacado pelo BTG é que o mercado de locação de veículos pesados ainda é considerado subpenetrado no Brasil, o que abre espaço para crescimento, especialmente em um cenário de retomada gradual da demanda.
Riscos observados no curto e médio prazo
Apesar da visão positiva, o banco também destacou riscos que merecem atenção. Entre eles estão a redução nas margens de venda de veículos usados, a possibilidade de uma demanda mais fraca em 2026 e a necessidade de manter o equilíbrio entre novos investimentos e controle da alavancagem financeira.
Mesmo com esses desafios, o BTG acredita que um ambiente de juros mais baixos ao longo de 2026 pode favorecer empresas como a Vamos. O setor, que depende de financiamento para renovação de frota e expansão, tende a se beneficiar diretamente da queda da taxa Selic.
Para o BTG, a Vamos possui um modelo de negócios resiliente e segue posicionada para capturar valor relevante nos próximos trimestres. O relatório conclui que, diante do potencial de valorização expressivo e da retomada operacional já em andamento, essa é uma ação que pode subir muito acima da média do mercado em 2026.