O impacto da queda da Selic em 2026 promete transformar o cenário financeiro brasileiro, com o Magazine Luiza (MGLU3) despontando como o maior beneficiado na elevação dos lucros. Segundo o BTG Pactual, cortes na taxa básica de juros podem impulsionar significativamente o desempenho das empresas, especialmente aquelas mais endividadas.
Impacto da queda da Selic na rentabilidade das empresas brasileiras
A queda da Selic prevista para 2026 deve impactar diretamente a rentabilidade das empresas brasileiras. Segundo o BTG Pactual, para cada redução de 1 ponto percentual na taxa Selic, o lucro das empresas pode crescer em média 0,7%. Essa variação é ainda mais expressiva para setores altamente endividados ou sensíveis ao custo da dívida.
O varejo deve ser o mais beneficiado, com aumento médio de 4% no lucro para cada corte de 1 ponto percentual na Selic. Em especial, o Magazine Luiza (MGLU3) pode ver seu lucro crescer até 75% com as quedas previstas, apesar da margem líquida atual ser baixa, cerca de 1%. Outros setores como locadoras de veículos, shopping centers e concessionárias também apresentam alta sensibilidade aos juros e podem se beneficiar da flexibilização monetária.
Empresas com altos níveis de endividamento ou passivos atrelados a taxas flutuantes tendem a captar maior alívio financeiro com a redução da Selic. Por exemplo, companhias como Jalles Machado, Dasa e Movida têm potencial significativo para aumento de ganhos seguindo o ciclo de queda dos juros. Essa dinâmica fomenta a possibilidade de recomposição das margens, melhor fluxo de caixa e novas oportunidades de investimento.
Assim, a expectativa de queda da Selic traz um panorama promissor para o mercado brasileiro, sobretudo para setores que dependem fortemente do custo da dívida e do ambiente econômico mais acessível. Essa mudança pode redefinir o mapa da rentabilidade empresarial no Brasil nos próximos anos.