Os dividendos do Itaú podem alcançar até R$ 31 bilhões, segundo estimativas de analistas, após o banco registrar um lucro recorrente de R$ 11,9 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O número representa uma alta de 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando a liderança do Itaú como maior banco da América Latina em valor de mercado.
Lucro recorde impulsiona expectativa pelos dividendos do Itaú
Com ROE de 23,3% no trimestre, o Itaú superou os principais concorrentes em rentabilidade. O Bradesco registrou ROE de 14,7% e o Santander, 17,5%. O bom desempenho operacional reforça a projeção de que os dividendos do Itaú podem ser os maiores já distribuídos pelo banco.
Segundo o Bradesco BBI, o banco possui R$ 21 bilhões em capital excedente, o que abre espaço para pagamentos adicionais de proventos. Já o UBS BB projeta que o retorno em dividendos do Itaú pode chegar a 8,3% nos próximos 12 meses, tornando a ação ainda mais atrativa para investidores focados em distribuição de lucros.
Além disso, a carteira de crédito cresceu 4,5% em 2025, demonstrando que a geração de capital permanece robusta mesmo em um cenário econômico de incertezas.
Ações recuam após ausência de anúncio oficial
Apesar do lucro forte, o banco não anunciou dividendos extraordinários junto ao balanço. A ausência de um comunicado oficial levou a uma reação negativa do mercado. As ações ITUB4 abriram o pregão desta quarta-feira (5) com queda de quase 1%, sendo negociadas abaixo de R$ 40.
Ainda assim, o Itaú manteve seu valor de mercado acima de R$ 402 bilhões, consolidando sua posição como a empresa mais valiosa da B3.
Para a XP Investimentos, o desempenho confirma a resiliência estrutural do banco e a execução disciplinada da estratégia. “O Itaú continua entregando resultados consistentes mesmo em um ciclo de maior incerteza”, afirmou a corretora em relatório.
Gestão do banco evita antecipar decisão sobre dividendos do Itaú
Em nota, o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, afirmou que o banco passa por um momento de transformação guiado por governança sólida, inovação e disciplina. Segundo ele, os resultados do trimestre refletem a solidez financeira e capacidade de geração de capital do grupo.
No entanto, Maluhy evitou antecipar qualquer decisão do conselho sobre os dividendos do Itaú, indicando que uma eventual distribuição extraordinária será avaliada com base nas condições de mercado e na estratégia de capital do banco.
Mesmo sem anúncio imediato, os dividendos do Itaú continuam no radar dos investidores. Com lucro elevado, excesso de capital e liderança de mercado, o banco tem fundamentos sólidos para realizar uma distribuição expressiva ainda em 2025.