O resultado do Itaú no 3T25 mostrou lucro recorrente gerencial de R$ 11,87 bilhões, alta de 11,3% na comparação anual e de 3,2% em relação ao trimestre anterior.
A rentabilidade permaneceu elevada, com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 23,3% no consolidado e 24,2% nas operações no Brasil.
Lucro do Itaú no 3T25 reflete expansão da carteira de crédito e controle da inadimplência
O Itaú (ITUB4) encerrou o terceiro trimestre de 2025 com aumento de 0,9% na carteira de crédito consolidada e 1,2% no Brasil, frente ao trimestre anterior.
Na comparação anual, as altas foram de 6,4% e 7,8%, respectivamente.
Excluindo o efeito cambial, o avanço consolidado foi de 1,7%.
No segmento de pessoas físicas, a carteira cresceu 1%, impulsionada pelo crédito imobiliário (+2%) e cartões de crédito (+0,8%).
O consignado teve leve recuo de 0,5%, mas o consignado privado subiu 9,5%.
Entre micro, pequenas e médias empresas, o crescimento foi de 1,1%, com destaque para programas governamentais (+10,9%).
Margem financeira e receitas de serviços sustentam o resultado
A margem financeira com clientes teve leve alta de 0,5% no trimestre, sustentada pelo maior volume médio de ativos e pela rentabilidade do capital de giro próprio.
Esses fatores compensaram a redução dos spreads em operações estruturadas no segmento atacado.
As receitas de serviços e seguros avançaram 4%, com forte desempenho do banco de investimento, que cresceu 33,7% em emissões e distribuições de títulos de renda fixa.
Também houve aumento no resultado de pagamentos e adquirência, em linha com o maior volume transacionado.
O resultado de seguros subiu 5,7%, impulsionado pela maior remuneração dos ativos.
Inadimplência sobe pontualmente, mas segue estável acima de 90 dias
O índice de inadimplência de 15 a 90 dias subiu 0,3 ponto percentual, encerrando o trimestre em 2%.
O avanço foi concentrado em um cliente específico, já provisionado e classificado em estágio 3.
Sem esse efeito, o indicador permaneceria estável em 1,7%.
A inadimplência acima de 90 dias manteve-se estável, em 1,9% no consolidado e 2% nas operações no Brasil.
O custo do crédito aumentou 0,6%, totalizando R$ 9,1 bilhões, mas o índice sobre a carteira média continuou em 2,6%.
Despesas crescem com reajuste salarial, mas eficiência melhora
As despesas não decorrentes de juros subiram 4% no trimestre, refletindo o reajuste de 5,68% sobre salários e benefícios acordado no novo dissídio coletivo de setembro.
Mesmo com esse aumento, o índice de eficiência ficou em 39,5% no consolidado e 37,7% no Brasil, níveis considerados saudáveis para o setor.
O que o resultado do Itaú no 3T25 mostra para o mercado
O desempenho confirma a resiliência do Itaú em meio à desaceleração do crédito e à seletividade das concessões.
Com rentabilidade acima de 23% e inadimplência controlada, o banco mantém uma das margens mais robustas do sistema financeiro.
Para o investidor, o resultado do Itaú no 3T25 indica continuidade de lucros sólidos e estabilidade operacional, com espaço limitado para ganhos expressivos no curto prazo, mas sustentação do desempenho no médio prazo.