O presidente dos Estados Unidos, Trump, afirmou nesta quinta-feira (19) que o Irã precisa fechar um acordo considerado “significativo” ou poderá enfrentar consequências graves. A declaração foi feita durante a primeira reunião de seu Conselho de Paz, em Washington.
Segundo Trump, as negociações indiretas realizadas nesta semana tiveram avanços, mas ainda não são suficientes para garantir um entendimento definitivo entre os dois países.
“Boas negociações estão acontecendo. Ao longo dos anos, provou-se que não é fácil chegar a um acordo significativo com o Irã. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão”, afirmou.
Negociações indiretas seguem com divergências
Na terça-feira (17), representantes dos Estados Unidos e do Irã participaram de discussões indiretas em Genebra. Do lado americano, estiveram presentes Steve Witkoff, enviado especial dos EUA, e Jared Kushner, genro de Trump. O Irã foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.
Apesar de classificadas como “boas”, as conversas ainda enfrentam divergências importantes. Autoridades iranianas já afirmaram que só aceitam negociar se as ameaças forem deixadas de lado.
Trump reforçou o tom ao dizer que o Irã “não pode continuar ameaçando a estabilidade da região” e que precisa aderir ao caminho proposto pelos Estados Unidos.
“Se eles se juntarem, será bom; se não, ótimo também. Mas será um caminho muito diferente”, declarou.
Escalada de tensão entre EUA e Irã
A tensão entre os dois países aumentou após a repressão a protestos no Irã no início do ano. O presidente americano voltou a mencionar a possibilidade de ação militar caso o país não negocie um novo acordo nuclear considerado “justo”.
O Irã, por sua vez, respondeu que suas Forças Armadas estão preparadas para reagir a qualquer agressão contra seu território, espaço aéreo ou águas territoriais.
A declaração de Trump eleva novamente o nível do embate diplomático, enquanto as negociações seguem sem definição.