Os resultados Pague Menos 3T25 mostram um crescimento sólido com lucro líquido subindo 50% e receita bruta avançando 18%. O desempenho reflete estratégias focadas no cliente de cuidado contínuo que vêm fortalecendo a empresa há meses.
Crescimento sólido e estratégia do cliente de cuidado contínuo impulsionam a Pague Menos no 3T25
A Pague Menos apresentou um crescimento sólido no 3T25, com lucro líquido de cerca de R$ 80 milhões, um aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita bruta chegou a R$ 4,145 bilhões, mostrando alta de 18%. Esse desempenho positivo reflete a força da empresa no mercado farmacêutico, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Uma das principais estratégias para esse sucesso é o foco no cliente de cuidado contínuo (CCC), que representa 25% da base de consumidores, mas gera 75% do faturamento. Esses clientes dependem de medicamentos diários, como para hipertensão e diabetes, o que garante uma receita constante para a companhia.
Impacto das vendas e mercado
As vendas nas mesmas lojas (SSS) cresceram 17,6% pelo sexto trimestre seguido, mostrando consistência. O ticket médio subiu quase 10%, chegando a R$ 94,39, impulsionado pelo aumento da cesta de compras e pelos preços dos produtos. Esses números indicam que os consumidores estão comprando mais e produtos de maior valor.
A Pague Menos também ampliou sua participação no mercado brasileiro para 6,7%, o maior patamar da companhia, com destaque nas áreas onde possui maior presença física. Isso mostra a eficácia da expansão e da estratégia de conversão de lojas Extrafarma para a marca Pague Menos.
Desafios e perspectivas financeiras
Apesar dos resultados positivos, o fluxo de caixa operacional caiu significativamente, passando de R$ 305,2 milhões para cerca de R$ 49 milhões no trimestre. Esse impacto está ligado a prazos mais longos de recebimento do programa Farmácia Popular e às vendas de medicamentos de alto valor, como os com semaglutida.
A empresa está adotando medidas para melhorar o caixa no próximo trimestre, como otimização do capital de giro e controle nos investimentos. A expectativa é que o endividamento, que caiu de 2,8 para 2,5 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda, continue diminuindo, principalmente graças ao recente follow-on de R$ 243,5 milhões. A meta é reduzir a alavancagem para menos de 2 vezes em 2026.