Resultado da Raízen apresenta desafios, incluindo prejuízo de R$ 2,3 bilhões e aumento da alavancagem, apesar de redução da dívida líquida. Este cenário desperta atenção do mercado para a estrutura de capital da empresa.
Análise do Resultado da Raízen
As ações da Raízen recuaram 5,75% no início da semana após o anúncio de um prejuízo de R$ 2,3 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/2026. Esse resultado refletiu principalmente as dificuldades nos setores de açúcar e etanol, além da operação na Argentina. Apesar disso, o Ebitda ajustado da empresa ficou em R$ 3,2 bilhões, alinhado às expectativas do mercado.
Segundo a XP Investimentos, o aumento da dívida líquida e da alavancagem ocorreu devido à substituição de forfaits por dívida de longo prazo. Essa mudança melhora o perfil financeiro da Raízen, deixando suas demonstrações mais claras. Além disso, a empresa apresentou uma redução de 26% nas despesas gerais e administrativas em comparação ao ano anterior, fortalecendo suas margens em distribuição de combustíveis.
O fluxo de caixa livre (FCF) surpreendeu positivamente, registrando entrada de caixa com a venda de ativos e controle rigoroso de investimentos. Cerca de R$ 1 bilhão já foi recebido dos R$ 5 bilhões anunciados, o restante deve entrar até o final da safra 2025/26. Apesar da queda da dívida líquida, o índice ND/EBITDA subiu para 4,5 vezes, pressionado pelo menor lucro.
A Raízen também garantiu a cobertura de aproximadamente 95% do açúcar disponível para a safra 2026/27, o que traz segurança na receita futura a preços atrativos. Essa estratégia contribui para a estabilidade financeira em meio a desafios do mercado, como margens reduzidas e alta alavancagem.