Queda do Ibovespa e dólar em alta causam tensão no mercado financeiro brasileiro nesta sexta-feira (5). O principal índice da bolsa, Ibovespa, despencou 4,31%, zerando os ganhos da semana, enquanto o dólar subiu 2,29%, refletindo incertezas políticas e econômicas.
Ibovespa encerra a semana com forte queda de 4,31% e dólar sobe 2,29%
O Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira (5) com uma queda significativa de 4,31%, atingindo 157.369,36 pontos. Essa foi a maior queda intradia desde fevereiro de 2021, apagando os ganhos acumulados durante a semana e mostrando uma forte pressão vendedora no mercado. A volatilidade foi alta, com o índice alcançando um pico de 165 mil pontos durante o dia antes de cair abruptamente.
A alta do dólar também marcou a sessão, com valorização de 2,29%, fechando a R$ 5,4318. Essa alta é reflexo das incertezas políticas locais, especialmente devido ao anúncio da possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. Essa notícia abalou as expectativas de investidores e gerou uma percepção negativa sobre a estabilidade e a governabilidade do país nos próximos anos.
Impacto nas ações e setores
Entre as ações do Ibovespa, WEG, Suzano, Klabin e Braskem foram as únicas a terminar a sessão em alta, beneficiadas pela valorização do dólar. Por outro lado, papéis cíclicos e setores ligados ao consumo tiveram fortes quedas, como Yduqs, Cyrela e Azzas, que perderam mais de 10% devido ao aumento das taxas de juros e à venda de grandes participações.
Os bancos, que são grandes componentes do índice, também sofreram perdas expressivas, com a desvalorização conjunta ultrapassando R$ 50 bilhões em valor de mercado. Isso demonstra como fatores políticos e econômicos podem impactar diretamente o desempenho da bolsa e a confiança dos investidores no Brasil.