As ações da Petrobras (PETR4) dispararam 3,71% nesta segunda-feira (2), acompanhando o salto do petróleo no mercado internacional em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
Por volta das 15h30, os papéis preferenciais subiam 3,71%, enquanto as ações ordinárias (PETR3) avançavam 3,63%. O movimento foi impulsionado pela alta de 6,26% do Brent e de 5,31% do WTI nos contratos futuros.
Conflito no Oriente Médio impulsiona petróleo
Investidores reagem às tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que culminaram na morte do líder iraniano Ali Khamenei. O mercado teme um possível fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Para o Citi, o Brent pode ser negociado entre US$ 80 e US$ 90 por barril ao longo da semana, caso o prêmio geopolítico permaneça elevado.
O avanço da commodity reforça o cenário positivo para empresas exportadoras de petróleo, como a Petrobras, que possui forte exposição ao preço internacional do barril.
Setor petroleiro acompanha alta
O movimento não ficou restrito à Petrobras (PETR4). Outras companhias do setor também registraram ganhos relevantes no pregão:
-
Prio (PRIO3) subia 4,68%, liderando as altas do Ibovespa;
-
Brava Energia (BRAV3) avançava 3,27%;
-
PetroReconcavo (RECV3) tinha alta de 1,30%.
O principal índice da B3 operava em leve alta de 0,18%, aos 189.126 pontos, sustentado principalmente pelas ações ligadas a commodities.
Até onde Petrobras (PETR4) pode ir?
Analistas ponderam que a magnitude do impacto para a Petrobras depende da duração do conflito e da manutenção do Brent em patamares elevados.
Embora a companhia seja beneficiada pela alta do petróleo, existe sempre o debate sobre eventuais defasagens nos preços domésticos de combustíveis, o que pode limitar parte do ganho no curto prazo.
Ainda assim, em cenários de petróleo acima de US$ 80 por barril, a geração de caixa da estatal tende a se fortalecer, sustentando dividendos e reduzindo alavancagem.
O mercado agora acompanha os desdobramentos geopolíticos e o comportamento do Brent para avaliar a continuidade da alta de Petrobras (PETR4).