O setor de construção civil apresentou lucros robustos no terceiro trimestre de 2025, com destaque para Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3) e Moura Dubeux (MDNE3). Segundo análise do BTG Pactual, os resultados mostram força no segmento e abrem espaço para pagamento de dividendos elevados e valorização expressiva das ações — que pode chegar a até 46% nos próximos meses.
Direcional: liderança no segmento de baixa renda com lucro em alta de 43%
Entre julho e setembro, a Direcional reportou lucro líquido de R$ 230 milhões, alta de 43% em relação ao mesmo período de 2024, e ROE anualizado de 38%. A receita líquida avançou para R$ 1,16 bilhão, enquanto a margem Ebitda ajustada subiu para 26,1%, impulsionada por ganho de escala e diluição de custos fixos.
O BTG mantém recomendação de compra para DIRR3, com preço-alvo de R$ 20, o que representa potencial de valorização de 11%. O banco destacou ainda a expectativa de dividendos relevantes no 4º trimestre, especialmente após a venda da Riva, estimada em R$ 1 bilhão.
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MRV avança nas margens, mas sofre com subsidiária nos EUA
A MRV&Co apresentou resultados em linha com as estimativas, com receita líquida de R$ 2,9 bilhões, crescimento de 18% em relação ao 3T24. A margem bruta subiu para 33,1%, enquanto o lucro por ação ficou em R$ 0,15. No Brasil, as operações mostraram melhora gradual, mas a subsidiária Resia, nos Estados Unidos, segue pressionando os números.
O BTG avalia que a recuperação da MRV “leva mais tempo do que o esperado”, mas reforça a visão positiva sobre a empresa, impulsionada pelo bom desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida. O banco mantém compra para MRVE3, com preço-alvo de R$ 12 e potencial de alta de 46%.
Moura Dubeux supera projeções com alta de 32% no lucro
Com foco no segmento de média e alta renda, a Moura Dubeux reportou lucro líquido de R$ 118 milhões no trimestre, avanço de 32% e ROE de 26%. O lucro bruto ajustado somou R$ 236 milhões, com margem de 43%. A empresa também anunciou dividendos de R$ 51 milhões.
Apesar de um maior volume de lançamentos e aquisições, a queima de caixa foi controlada em R$ 65 milhões, melhor do que o esperado. A empresa segue com baixa alavancagem e está expandindo para segmentos com menor necessidade de capital de giro. O BTG projeta alta de 32% para MDNE3, com preço-alvo de R$ 40.