Itaú supera Petrobras e se torna a empresa mais valiosa da B3

Itaú supera Petrobras e volta a ser a empresa mais valiosa da B3, com valor de mercado de R$ 401,9 bilhões. Saiba o que impulsionou a alta do banco
Itaú

O Itaú Unibanco (ITUB4) reassumiu o topo do ranking das mais valiosas da Bolsa de Valores brasileira (B3), superando a Petrobras (PETR3; PETR4) pela primeira vez em cinco anos. Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, divulgado nesta segunda-feira (3), o valor de mercado do banco atingiu R$ 401,9 bilhões em 31 de outubro, ultrapassando os R$ 396,5 bilhões da estatal petrolífera.

O feito marca um retorno simbólico ao protagonismo do setor financeiro, após um período em que as gigantes de dominaram a B3, impulsionadas por ciclos de alta do petróleo e do minério de ferro.

Publicidade: Banner Header – Meio do post

Itaú supera Petrobras após valorização de 40% em 10 meses

O avanço do Itaú reflete o forte desempenho operacional e a confiança dos investidores na solidez de seus resultados. O valor de mercado do banco saltou de R$ 281,9 bilhões em dezembro de 2024 para R$ 401,9 bilhões em outubro de 2025, uma valorização de mais de 40% em apenas dez meses.

De acordo com Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, “o desempenho reflete o bom momento do setor bancário, sustentado pela estabilidade macroeconômica, retomada do crédito e aumento da das instituições financeiras”.

O movimento também acompanha uma recuperação dos lucros do setor, impulsionada pela queda gradual da taxa Selic e pela melhora da inadimplência. O Itaú, que divulga seu resultado do terceiro trimestre (3T25) nesta terça-feira (4), é visto pelo mercado como referência em eficiência e rentabilidade entre os grandes bancos.

“O Itaú volta a ocupar a posição de maior empresa da Bolsa com um modelo de sólido, diversificado e resiliente, enquanto a Petrobras enfrenta um cenário de incertezas regulatórias e volatilidade do petróleo”, destacou Rivero.


Petrobras perde mais de R$ 120 bilhões em valor de mercado

Enquanto o Itaú sobe, a Petrobras vive um momento de pressão. A companhia, que chegou a valer R$ 526 bilhões em fevereiro de 2025, perdeu R$ 129 bilhões de valor desde então — queda de 24%.

O recuo é atribuído à instabilidade dos preços internacionais do petróleo, que vêm oscilando entre US$ 78 e US$ 92 o barril, e à incerteza em torno da política de dividendos da estatal.

Nos últimos meses, a Petrobras reduziu o pagamento de proventos e aumentou o foco em investimentos de expansão e transição energética, o que dividiu opiniões entre investidores.

Além disso, o aumento das interferências políticas e as mudanças no comando da companhia têm adicionado volatilidade às , que acumulam queda de cerca de 10% em 2025, enquanto o Itaú sobe mais de 22% no mesmo período.


As empresas mais valiosas da B3 em outubro de 2025

O levantamento da Elos Ayta também mostrou que o topo do mercado brasileiro está mais diversificado, com empresas de diferentes setores entre as maiores do país. Veja o ranking atualizado:

Posição Empresa Ticker Valor de mercado (R$ bilhões)
1 Itaú Unibanco 401,9
2 Petrobras PETR3/ 396,5
3 Vale VALE3 278,6
4 BTG Pactual 248,9
5 Ambev ABEV3 198,2

Segundo o estudo, o Itaú e o BTG Pactual foram os principais destaques de valorização do setor financeiro, enquanto Petrobras e Vale recuaram. Já a Ambev consolidou sua posição entre as cinco maiores empresas, impulsionada pela retomada do consumo e pela estabilidade de custos com commodities.


Nubank ainda lidera entre as empresas brasileiras globais

Considerando as empresas brasileiras listadas no exterior, o Nu Holdings (Nubank; BDR: ROXO34) ainda mantém a liderança isolada, com valor de mercado estimado em US$ 105 bilhões (cerca de R$ 550 bilhões).

As ações do Nubank, negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE), tiveram forte valorização em 2025, refletindo a expansão de sua base de clientes para mais de 100 milhões de usuários e a crescente rentabilidade nas operações de crédito.

Com isso, o Nubank segue como a empresa brasileira mais valiosa do mundo, à frente de Itaú e Petrobras.


Diversificação e nova dinâmica da B3

A Elos Ayta destacou que o retorno do Itaú ao topo da B3 mostra uma recomposição natural do mercado brasileiro, que vive uma fase de equilíbrio setorial após anos de domínio das commodities.

Além dos bancos, setores como energia elétrica (Eletrobras – ELET3; ELET6), bens de capital (WEG – WEGE3) e bebidas (Ambev – ABEV3) continuam ganhando espaço entre as maiores companhias do país.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.