O investimento em empresas fundadas por mulheres está ganhando força no Brasil, com iniciativas que buscam superar as barreiras existentes e promover a igualdade de gênero no empreendedorismo.
O surgimento do fundo Sororitê
O fundo Sororitê foi criado com o objetivo de revolucionar o cenário do investimento em startups lideradas por mulheres. Na verdade, essa iniciativa busca alavancar o potencial de empresas que tenham pelo menos uma mulher entre os fundadores. Com um investimento inicial de R$ 25 milhões, o fundo é o primeiro do tipo no Brasil e pretende limpar as barreiras que muitas empreendedoras enfrentam.
A proposta é clara: ajudar startups inovadoras em diversos setores, especialmente no mercado de tecnologia. Isso aconteceu em um momento em que a desigualdade de gênero é cada vez mais debatida, principalmente no ambiente empresarial. O Sororitê não apenas investe em empresas, mas também credita a elas um novo espaço no mercado.
Resultando da união entre duas mulheres empreendedoras, Erica Fridman e Jaana Goeggel, o fundo está focado na captação de recursos e já assegurou R$ 13 milhões. Com a experiência de Fridman em multinacionais e sua visão crítica sobre o mercado, o Sororitê promete abrir portas e garantir que mulheres tenham igualmente acesso a capital e oportunidades de crescimento.
Com isso, o fundo tem a missão de mostrar que empresas fundadas e lideradas por mulheres não são apenas viáveis, mas também podem ser bastante lucrativas. Dados mostram que startups lideradas por mulheres rendem 35% mais sobre os investimentos. Esse é um sinal claro de que é hora de mudar a visão sobre o empreendedorismo feminino.
Desafios enfrentados por empreendedoras
As empreendedoras enfrentam muitos desafios ao tentar construir seus negócios. Um dos maiores obstáculos é a dificuldade em conseguir investimentos. Dados mostram que apenas 0,04% do capital de risco no Brasil vai para startups fundadas apenas por mulheres. Isso fica muito atrás dos 2,2% que incluem homens e mulheres entre os fundadores.
Além da falta de investimento, as empreendedoras também enfrentam preconceitos. Muitas vezes, ao apresentar suas ideias, elas são questionadas sobre sua vida pessoal. Perguntas como “Seu marido trabalha?” ou comentários sobre aparência são comuns e desestimulantes. Esto é um reflexo de vieses que ainda existem na sociedade.
Outro desafio significativo é a necessidade de estabelecer uma rede de apoio. As mulheres frequentemente não têm acesso ao mesmo nível de mentoria que os homens. Isso se traduz em desvantagens ao navegar pelo mercado e buscar oportunidades. Um ambiente de apoio entre mulheres é vital para mudar essa realidade.
Além disso, o estigma que envolve mulheres em posição de liderança pode criar uma pressão adicional. Muitas empreendedoras sentem que precisam provar sua capacidade constantemente. Essa pressão muitas vezes resulta em um nível elevado de estresse, o que pode afetar a saúde e o bem-estar.