A inflação na Argentina apresentou uma queda significativa em 2025, atingindo 31,5%. Essa redução compensa o alarmante índice de 117,8% de 2024. A gestão de Javier Milei, marcada por reformas econômicas drásticas, lança luz sobre os desafios e consequências enfrentados pelo país nos próximos anos.
Reformas de Milei e seus efeitos na inflação
As reformas de Milei têm um impacto significativo na inflação da Argentina. Ele implementou várias mudanças para tentar controlar os preços que estavam subindo muito rapidamente. Uma das principais ações foi a retirada de subsídios para serviços essenciais como energia e transporte. Isso, embora necessário, gerou um primeiro aumento nos custos que impactou diretamente o consumidor.
Além disso, a paralisação de obras federais visou cortar gastos, mas também trouxe uma série de consequências inesperadas. O aumento da pobreza, que havia chegado a 52,9% da população antes das reformas, começou a cair, mas a inflação ainda se mantém entre 2% e 3% ao mês. Essa situação mostra que a recuperação econômica é um caminho longo e cheio de desafios.
Apoio dos EUA e a situação do peso argentino
O apoio dos EUA à Argentina foi crucial durante momentos de crise econômica. Em 2025, os dois países firmaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões. Esse acordo visa aumentar as reservas de dólares da Argentina. Com isso, o país pode estabilizar sua moeda, o peso, que enfrentou uma desvalorização severa nos últimos meses.
Logo após o apoio anunciado, o peso argentino subiu um pouco. Ele havia caído para 1.451,50 por dólar. Essa desvalorização foi alarmante, pois o peso perdeu quase 40% do seu valor durante o ano. As medidas tomadas pelo governo dos EUA trouxeram alguma confiança de volta aos investidores. Essa situação é um exemplo claro de como a política internacional pode impactar a economia interna.