O Ibovespa renovou a máxima histórica nesta terça-feira (24), ao avançar 1,55%, aos 191,7 mil pontos, em um movimento puxado principalmente pelas ações de maior peso no índice. Ao mesmo tempo, o dólar à vista recuava 0,36%, negociado a R$ 5,1530.
O desempenho do principal índice da Bolsa brasileira foi sustentado pelas blue chips, especialmente Petrobras e Vale, em um ambiente externo mais favorável ao risco.
Petrobras e Vale lideram ganhos
As ações preferenciais da Petrobras subiam 2,2%, a R$ 39,44, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional.
Já os papéis ordinários da Vale avançavam 1,4%, a R$ 88,64. Apesar de o contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Dalian ter recuado 1,79% após o feriado prolongado na China, o vencimento de referência na Bolsa de Cingapura operava em alta, ajudando a sustentar os ganhos da mineradora.
Bancos também sustentam o índice
O setor bancário, que tem grande peso na composição do Ibovespa, também contribuiu para o avanço.
As ações do Itaú Unibanco subiam 1,03%, a R$ 47,94. O Banco do Brasil avançava 2,44%, a R$ 27,30, enquanto o Santander Brasil ganhava 2,14%, a R$ 35,35. O Bradesco tinha alta mais moderada, de 0,61%, a R$ 21,36.
Gerdau entre os destaques negativos
Na ponta contrária, Gerdau figurava entre as principais quedas do dia, após divulgar resultado trimestral que evidenciou um cenário ainda desafiador para as operações no Brasil.
Tendência segue positiva
Analistas do Itaú BBA afirmaram, em relatório enviado a clientes, que o Ibovespa segue em tendência de alta.
“Na rota dos 200 mil pontos! Essa é a estrada atual do Ibovespa”, destacaram os estrategistas.
No exterior, o ambiente também favorecia ativos de risco. Em Wall Street, as ações do setor de tecnologia avançavam, enquanto investidores avaliavam anúncios no setor de inteligência artificial e sinalizações mais moderadas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre política comercial.