O Ibovespa e ações brasileiras sofreram pressão nesta sexta-feira (16), influenciados pelo desempenho das commodities e cenário econômico global, apesar de algumas altas pontuais como Petrobras.
Desempenho do Ibovespa, dólar e cenário econômico interno e externo
O Ibovespa fechou em queda de 0,46%, aos 164.799,98 pontos, pressionado principalmente pelo recuo das commodities metálicas. Nos últimos cinco pregões, o índice acumulou alta de 0,88%, mostrando volatilidade no mercado diante do ambiente econômico global. As ações da Vale (VALE3) e das siderúrgicas sofreram com a queda de 0,49% no preço do minério de ferro na China, o que refletiu diretamente na bolsa brasileira.
O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,3726, com leve alta de 0,08%. Na semana, a moeda norte-americana teve ganho de 0,13% perante o real, acompanhando as oscilações do mercado internacional. Esses movimentos refletem tanto a influência das tensões comerciais no exterior quanto os dados econômicos divulgados no Brasil.
Indicadores Econômicos e Expectativas
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma prévia do PIB, apresentou alta de 0,70% em novembro, superando a expectativa do mercado, que era de 0,30%. No acumulado do ano, o índice mostra crescimento de 2,4%, renovando esperanças quanto à estabilidade econômica no último trimestre. Para especialistas, esse desempenho deve evitar uma estagnação do PIB.
Além disso, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul atraiu atenção dos investidores. A expectativa é que a assinatura do tratado fomente a abertura de novos mercados para o Brasil, especialmente com o Canadá, México, Vietnã, Japão e China. Essas parcerias comerciais podem impulsionar setores exportadores e agregar valor às ações negociadas no Ibovespa.