O fundo imobiliário GGR Covepi (GGRC11) saiu vencedor na disputa pela compra de um galpão logístico da Renault, localizado em Quatro Barras (PR). O ativo pertencia ao FII VTLT11, que aprovou em assembleia a venda por R$ 214 milhões.
A decisão foi aprovada com 34,51% dos votos dos cotistas, representando 692.364 cotas. Já a oferta da Tellus Investimentos, de R$ 186,8 milhões, recebeu apenas 2,01% de apoio, enquanto 9,57% rejeitaram ambas as propostas e 1,02% se abstiveram.
Segundo Pedro van den Berg, CEO da Zagros Capital, “a aprovação representa um passo importante para o GGRC11, que, após a aquisição, ampliará sua escala com ativos e inquilinos de qualidade, reforçando sua estratégia de crescimento inteligente por meio de emissão de cotas”.
Como foi a disputa pelo galpão logístico da Renault
As propostas para aquisição do imóvel tinham diferenças significativas de estrutura. O GGRC11 venceu oferecendo pagamento integral em cotas, R$ 27,2 milhões acima do valor apresentado pela Tellus.
Na prática, os cotistas do VTLT11 deixarão de participar do fundo, que será liquidado, e passarão a integrar a base de investidores do GGRC11, mantendo exposição ao setor imobiliário.
Já a proposta da Tellus previa pagamento em dinheiro, com sinal de R$ 74,72 milhões e o restante em até 12 meses, incluindo bônus variável de R$ 14,25 milhões. Nesse cenário, as cotas seriam amortizadas progressivamente e o VTLT11 também encerrado.
Características do galpão logístico da Renault
O centro de distribuição adquirido possui 66,9 mil m² de área bruta locável (ABL) e padrão construtivo AA. Atualmente, está locado à Renault em contrato built to suit, modalidade em que o imóvel é desenvolvido conforme as necessidades do inquilino.
O contrato segue válido até dezembro de 2026, quando passará a vigorar de forma típica. Esse detalhe reforça a relevância do ativo dentro da carteira do GGRC11, pois garante fluxo de receitas estável no curto prazo.
IFIX renova máxima histórica
A notícia da aquisição veio no mesmo dia em que o IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, fechou em alta de 0,25%, aos 3.514,74 pontos, renovando pela terceira vez em quatro dias sua máxima histórica.
O índice acumula avanço de 1,10% em setembro e alta expressiva de 12,79% em 2025.
Entre os destaques da sessão estiveram o CACR11, que disparou 12,46%, seguido pelo TGAR11 (+3,65%) e pelo HSLG11 (+2,50%). Do lado negativo, o RBRP11 recuou 2,05%, o BLMG11 caiu 1,81% e o ICRI11 perdeu 1,32%.