O fluxo de capital estrangeiro para ações brasileiras tem tudo para apresentar um crescimento em 2026, impulsionado por cortes na taxa Selic e a expectativa de um dólar mais fraco. Estratégias do JPMorgan destacam que investidores globais buscam mais diversificação fora dos EUA, favorecendo os mercados emergentes como o Brasil.
JPMorgan prevê forte entrada de capital estrangeiro em ações brasileiras em 2026
O JPMorgan projeta um aumento significativo no fluxo de capital estrangeiro para ações brasileiras em 2026. Essa expectativa vem depois de um forte impulso registrado em 2025, quando os investidores externos ingressaram com cerca de R$ 20 bilhões no mercado acionário brasileiro. No começo de 2026, o Brasil já recebeu R$ 7,3 bilhões em entrada de capital estrangeiro, mostrando uma continuação dessa tendência positiva.
As estrategistas do banco destacam que a alocação de recursos em mercados emergentes está abaixo da média histórica, com apenas 5,3% dos fundos globais investidos nessas regiões. Uma volta à média dos últimos 10 anos, que é de 6,7%, poderia significar aproximadamente US$ 25 bilhões em novos investimentos apenas para o Brasil. Esse movimento é impulsionado pelo interesse dos investidores globais em diversificar suas carteiras para fora dos Estados Unidos, favorecendo os mercados emergentes como o Brasil.
Impacto da Selic e do Dólar nas Perspectivas
Outro fator que reforça a expectativa de maior entrada de capital é o ciclo de afrouxamento monetário no Brasil. O JPMorgan prevê cortes consecutivos na taxa Selic, totalizando uma redução de 3,5 pontos percentuais ao longo de 2026. Essa queda na taxa básica de juros deve levar a Selic para 11,5% no final do ano, tornando os investimentos no Brasil mais atrativos para estrangeiros.
Além disso, a perspectiva de uma depreciação de cerca de 2% do dólar amplo até o meio do ano cria um cenário favorável para os ativos brasileiros. Com juros mais baixos e dólar mais fraco, os investimentos estrangeiros em ações brasileiras tendem a crescer, mesmo com os riscos políticos e geopolíticos que podem causar alguma volatilidade no mercado.