O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tem um histórico público de prazos para devolver o dinheiro a investidores quando uma instituição financeira é liquidada pelo Banco Central.
Nos últimos casos, o prazo variou de 14 a 154 dias, dependendo da complexidade da liquidação e da situação financeira de cada empresa.
A seguir, um resumo objetivo de cada instituição presente no levantamento, com o prazo real de pagamento e um contexto curto sobre o que levou ao acionamento do FGC.
Portocred — 26 dias (2023)
A Portocred, que atuava no crédito ao consumo e crédito consignado, entrou em regime de liquidação após problemas de solvência e descumprimento de regras prudenciais. O FGC levou 26 dias para pagar os investidores.
BRK Financeira — 33 dias (2023)
A BRK (ex-Ibi Financeira) enfrentou deterioração financeira e foi liquidada em 2023. O FGC concluiu a devolução aos investidores em 33 dias após receber a base de credores.
Dacasa Financeira — 40 dias (2020)
Com forte exposição ao crédito ao consumo e inadimplência crescente, a Dacasa foi liquidada em 2020. O prazo de pagamento do FGC foi de 40 dias.
Domus Cia. Hipotecária — 15 dias (2018)
A Domus atuava no mercado imobiliário e foi liquidada após dificuldades operacionais. O FGC fez um dos pagamentos mais rápidos da história: 15 dias.
Banco Neon — 14 dias (2018)
O caso do Neon ficou famoso: falhas operacionais, inconsistências contábeis e riscos prudenciais levaram à liquidação relâmpago. O FGC pagou os investidores em apenas 14 dias, o menor prazo já registrado.
Banco Azteca — 47 dias (2016)
Subsidiária brasileira de um grupo mexicano, o Azteca encerrou operações após inviabilidade de continuidade. O pagamento do FGC levou 47 dias.
Banco BRJ — 27 dias (2015)
Com problemas de solvência e liquidez, o BRJ foi liquidado em 2015. O FGC realizou o ressarcimento em 27 dias.
Banco Rural — 96 dias (2013)
O Banco Rural teve a situação agravada após o caso Mensalão e a perda de credibilidade no mercado. A liquidação foi mais complexa, e o pagamento aos clientes demorou 96 dias.
Banco BVA — 132 dias (2012)
O BVA tinha grande exposição a crédito corporativo de risco e foi liquidado após inconsistências graves. O FGC precisou de 132 dias para concluir o pagamento — um dos mais longos da série.
Banco Prosper — 154 dias (2012)
O caso mais demorado da década. O Prosper apresentou falhas estruturais e patrimônio negativo, exigindo um processo de liquidação complexo. O FGC levou 154 dias para ressarcir os investidores.
O prazo de pagamento do FGC varia de acordo com o tamanho, os problemas internos e a organização das informações fornecidas pelo liquidante.
Nos casos mais recentes, o FGC tem operado de forma mais rápida, com pagamentos geralmente entre 20 e 40 dias.
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