No cenário atual dos investimentos, os ETFs de ações de mercados emergentes destacam-se por atrair um volume recorde de US$ 14 bilhões em entradas apenas nos primeiros meses de 2026. Essa tendência reflete um interesse crescente dos investidores em buscar oportunidades em mercados com avaliações mais acessíveis e perspectivas robustas de crescimento, mesmo diante de tensões geopolíticas e dificuldades em mercados globais de títulos.
Crescimento e recorde de entradas nos ETFs de ações de mercados emergentes
Os ETFs de ações de mercados emergentes têm se destacado em 2026, atraindo cerca de US$ 14 bilhões em entradas até agora. Esse valor representa o maior volume registrado para essa categoria no ano e indica o interesse crescente dos investidores por esses ativos. O recorde anterior foi de US$ 10,9 bilhões, alcançado em março de 2021, o que mostra o forte apetite atual pelo setor.
Esse crescimento no investimento é impulsionado principalmente pelas avaliações mais baratas desses mercados e pelas expectativas positivas de crescimento econômico. Diferente dos mercados desenvolvidos, os emergentes oferecem uma relação preço/lucro média de 13,5, bem abaixo dos 19,9 observados no MSCI World e dos 22,3 do MSCI Estados Unidos. Esse cenário atrai investidores que buscam melhor custo-benefício e potencial de retorno.
Fatores que impulsionam o interesse nos mercados emergentes
Um dólar mais fraco e a busca por crescimento fora dos Estados Unidos contribuem para o aumento da demanda por ETFs em mercados emergentes. Além disso, a estratégia conhecida como “Vender América” tem levado investidores a reduzir a exposição em ativos norte-americanos, que apresentam avaliações mais elevadas, migrando para regiões com maior visibilidade de crescimento, como o Sudeste Asiático e a Índia.
Setores tecnológicos da Coreia do Sul e Taiwan, que se beneficiam do avanço em inteligência artificial, e o aumento nos preços das commodities, também ajudam a fortalecer o desempenho dessas ações. O índice MSCI Mercados Emergentes teve alta de 5,4% em 2026, superando os índices MSCI World (0,9%) e MSCI Estados Unidos (0,4%). Esses resultados reforçam a percepção de que investir em mercados emergentes pode ser uma oportunidade mais sustentável no médio prazo.