Vale (VALE3)
A Vale reforçou sua agenda de eficiência, com foco em otimização de capex e opex, e destacou um cenário resiliente para o minério de ferro. A empresa deve manter potencial para dividendos extraordinários, mesmo após o anúncio da recompra das debêntures participativas (CVRDA6).
Nota Setorial – Financeiro
Após um primeiro semestre mais fraco, a XP não deve atingir o guidance de crescimento acima de 10% da receita líquida em 2025, mas espera reaceleração gradual com a queda da Selic. O movimento será sustentado por investimentos em tecnologia, expansão offshore e maior foco em segmentos afluentes e privados.
A B3 segue diversificando receitas: o desempenho mais fraco em ações é compensado por derivativos, renda fixa e dados, com destaque para futuros de bitcoin e novos contratos voltados ao varejo — como opções semanais e VIX/ouro.
Helbor (HBOR3)
A Helbor divulgou lançamentos em linha com o esperado, mas vendas ligeiramente abaixo das estimativas. As vendas brutas somaram R$ 479 milhões (-3% a/a), com distratos de R$ 117 milhões (+33%), resultando em vendas líquidas de R$ 362 milhões (-11% a/a). A velocidade de vendas ficou em 13% no 3T25, ante 16% no 3T24.
Nota Setorial – Petróleo & Gás
Com a trégua entre Israel e Palestina reduzindo o prêmio geopolítico, o mercado voltou a se concentrar nos fundamentos de excesso de oferta e demanda enfraquecida, o que vem pressionando os preços internacionais do petróleo.
Nota Setorial – Saúde
O BTG Pactual projeta um trimestre misto para o setor: Rede D‘Or e Fleury devem apresentar receitas mais fortes, apoiadas por maior ocupação hospitalar (efeito calendário e inverno mais frio). Já os planos de saúde devem registrar margens heterogêneas, refletindo custos médicos ainda pressionados.
MRV (MRVE3)
A MRV adotou tom construtivo em reunião com investidores, reforçando a recuperação da rentabilidade e a redução da alavancagem. A companhia espera normalização dos repasses à medida que programas regionais — especialmente os de Manaus — sejam retomados.