Braskem (BRKM5) despenca mais de 10% após revelação de possível calote de R$ 3,6 bi no BB

Ações da Braskem (BRKM5) caem mais de 10% após revelação de possível calote de R$ 3,6 bilhões ao Banco do Brasil. Operação foi regularizada
Braskem (BRKM5)

Após emplacar uma valorização expressiva de cerca de 20% em apenas quatro sessões, impulsionada por expectativas de estímulos ao setor petroquímico, a Braskem () teve forte reversão nesta segunda-feira (12). Às 16h26, as da companhia despencavam 10,80%, cotadas a R$ 9,66, com negociação suspensa brevemente pela B3 devido à publicação de fato relevante.

A queda foi provocada pela notícia, revelada pelo jornal Folha de S.Paulo, de que a Braskem teria sido a responsável por um calote de R$ 3,6 bilhões ao Banco do (BBAS3) no quarto trimestre de 2025. Apesar da regularização da ívida ter ocorrido em janeiro de 2026, o impacto no mercado foi imediato.

Publicidade: Banner Header – Meio do post

Inadimplência milionária e regularização

A operação de inadimplente foi associada à carteira de TVM (títulos e valores mobiliários) do Banco do Brasil, cujo índice de para atingiu 3,75% no final de 2025, impulsionado por esse único caso.

O BB, sem mencionar nomes, afirmou que a dívida foi repassada a um fundo especializado em aquisição de créditos com alto risco — os chamados “fundos de situações especiais”. Mesmo com a operação regularizada posteriormente, o episódio gerou desconfiança entre investidores.

Felipe Prince, vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do BB, confirmou a transferência da dívida, mas a instituição financeira e a Braskem ainda não se manifestaram oficialmente sobre a origem da inadimplência.


Petrobras não exercerá preferência na venda da Braskem

Outro fator que contribuiu para o desempenho negativo das ações da Braskem foi a confirmação, nesta mesma tarde, de que a Petrobras (PETR3; ) decidiu não exercer seu direito de preferência na potencial venda da participação da Novonor (ex-Odebrecht) para o fundo Shine FIDC.

Segundo fato relevante divulgado pela própria Braskem, a Petrobras abriu mão tanto da preferência quanto do tag along previstos em seu acordo de acionistas. A decisão foi aprovada em reunião do conselho de administração da estatal, que autorizou sua diretoria a adotar as medidas necessárias.


Impacto no mercado e incertezas futuras

A combinação entre a revelação do caso de inadimplência bilionária com o BB e a retirada da Petrobras de um processo estratégico de governança disparou forte aversão ao risco por parte dos investidores, gerando a forte queda das ações da petroquímica na sessão de hoje.

O mercado já acompanhava com atenção os desdobramentos da possível venda da Braskem pela Novonor, cuja operação enfrenta incertezas jurídicas e financeiras. Agora, com a Petrobras fora da equação, crescem as dúvidas sobre o futuro controle da companhia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.