O debate sobre Bitcoin fica atrás do ouro 2026 ganha força neste ano, apontando que o ouro acumula alta forte enquanto o Bitcoin apresenta desempenho mais estável, mesmo com bons fluxos em ETFs.
Bitcoin mantém ganhos moderados com forte entrada de ETFs, mas ouro lidera com alta de 18% em 2026
O Bitcoin mostrou uma performance moderada em 2026, mesmo com uma forte entrada de recursos via ETFs à vista. Entre os dias 12 e 16 de janeiro, os ETFs de Bitcoin receberam um aporte de US$1,42 bilhão, destacando-se o IBIT da BlackRock com US$1,035 bilhão. Esses investimentos ajudaram o Bitcoin a manter uma base sólida em torno dos US$92.000, próximo à média móvel de 50 dias, um indicador técnico importante para investidores.
Apesar desse suporte, o mercado do Bitcoin indica um momentum neutro, com o RSI em 54 e o MACD levemente positivo. Para que o Bitcoin retome sua alta de forma consistente, seria necessário ultrapassar a resistência de US$97.500 com volumes de negociação acima de US$35 bilhões, valor superior à média diária atual. A dependência do fluxo institucional para sustentar o preço representa um risco, pois qualquer desaceleração pode levar o ativo a buscar suportes mais baixos, em torno de US$88.000 e US$82.500.
Por outro lado, o ouro vem liderando o mercado em 2026, com uma valorização de 18% só no mês de janeiro, o melhor desempenho mensal em quatro décadas. Esse movimento foi impulsionado por um cenário global de aversão a riscos, déficits fiscais elevados, e políticas monetárias mais brandas nos EUA, que favoreceram a demanda por segurança do metal precioso. Em 2025, ETFs de ouro receberam entradas de US$89 bilhões, reforçando o interesse institucional.
Essa divergência no desempenho dos dois ativos reflete os diferentes perfis de risco e comportamento diante das condições macroeconômicas. Para investidores brasileiros, essa comparação entre Bitcoin e ouro é valiosa, pois ambos funcionam como proteção contra inflação e desvalorização cambial, porém com estratégias e volatilidades distintas. Entender essas nuances é fundamental para equilibrar o portfólio em 2026.