Banco Central lança ferramenta digital para bloquear abertura de contas; entenda como funciona

Descubra como o novo sitema do Banco Central pode impedir a abertura de contas em seu nome sem autorização
abertura de contas

O do (BC) lançou nesta segunda-feira, 1º de dezembro, o BC Protege+, uma nova ferramenta digital que permite ao cidadão bloquear a abertura de contas bancárias associadas ao seu CPF. A medida visa proteger a população contra o crescente número de fraudes e golpes financeiros, especialmente aqueles relacionados a contas abertas sem consentimento do titular.

A partir de agora, qualquer pessoa pode ativar esse bloqueio de forma gratuita e digital, tanto por meio do site oficial do Banco Central, quanto pelo aplicativo Gov.br, acessível com login seguro. A funcionalidade foi desenvolvida para dificultar a ação de criminosos especializados em fraudes bancárias, que frequentemente utilizam documentos falsificados ou roubados para abrir contas fraudulentas, conhecidas como “contas laranja”.

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Como funciona o bloqueio da abertura de contas bancárias

Ao aderir ao BC Protege+, o cliente impede que seu CPF seja utilizado por terceiros para abertura de novas contas em qualquer instituição financeira do país. Essa opção também pode ser usada por responsáveis legais para proteger dependentes, como filhos ou idosos, de possíveis fraudes.

Ao tentar abrir uma conta, os bancos serão obrigados a realizar verificações adicionais de identidade, dificultando o uso indevido de dados pessoais. Essa exigência eleva o nível de segurança do e reduz drasticamente a possibilidade de fraudes envolvendo contas fantasmas, usadas para movimentar recursos ilícitos.

A adesão à ferramenta não é obrigatória, mas é altamente recomendada para quem deseja evitar a abertura indevida de contas.


Objetivo é combater golpes com contas “laranja” e crimes envolvendo o Pix

Segundo o Banco Central, o lançamento da ferramenta BC Protege+ é uma resposta direta ao aumento dos crimes cibernéticos e golpes financeiros no país. Uma das práticas mais comuns é a criação de contas laranja, utilizadas em esquemas de pirâmide financeira, transferências via Pix com recursos roubados ou desvio de valores em crimes como estelionato e sequestros virtuais.

Com o aumento da digitalização dos serviços bancários, cresce também a exposição dos cidadãos a esse tipo de crime. A nova ferramenta busca reduzir essa vulnerabilidade por meio de uma camada adicional de controle e proteção.


Caso Banco Master aumenta pressão sobre o Banco Central

A criação do BC Protege+ também foi motivada pela recente liquidação extrajudicial do Banco Master, envolvido em investigações de fraudes e com prejuízo para centenas de investidores. O episódio colocou o Banco Central sob pressão para reforçar seus mecanismos de fiscalização e proteção ao .

A antecipação do lançamento da ferramenta reflete a tentativa do BC de restaurar a confiança do público no , especialmente após a repercussão negativa de casos como o do Banco Master.


Número de fraudes financeiras cresce no Brasil

Levantamento do Instituto Datafolha, citado no anúncio da medida, aponta que um em cada três brasileiros foi alvo de tentativa de fraude financeira nos últimos 12 meses. Um relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que mais de 56 milhões de pessoas sofreram alguma tentativa de no período.

Dados da Serasa Experian também indicam que o Brasil registrou, somente em setembro de 2025, mais de 4 milhões de tentativas de fraudes, com destaque para abertura de contas indevidas.

O lançamento do BC Protege+ marca um avanço importante na segurança bancária e proteção dos dados pessoais. Em um cenário de aumento constante nas , a capacidade de impedir a abertura de contas sem autorização é uma para os consumidores.

A ferramenta fortalece o papel do Banco Central como regulador e defensor do sistema financeiro, oferecendo ao cidadão uma forma de ter mais controle sobre seus dados e evitar ser vítima de crimes cibernéticos.

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