Ataques dos EUA contra a Venezuela podem ocorrer a qualquer momento

Fontes do Miami Herald e NYT relatam mobilização militar dos EUA no Caribe e possíveis ataques contra bases ligadas ao cartel de Maduro.
Ataques dos EUA contra a Venezuela
A tripulação do navio de guerra USS Gravely está posicionada na proa e a estibordo da embarcação enquanto ela entra no porto de Port of Spain em 26 de outubro de 2025. O navio de guerra americano visitará Trinidad e Tobago para exercícios conjuntos perto da costa da Venezuela, em meio à campanha de Washington contra supostos traficantes de drogas na região. (Foto de Martin Bernetti / AFP) (Foto de Martin Bernetti/AFP via Getty Images) MARTIN BERNETTI AFP via Getty Images

A tensão entre Washington e Caracas atingiu o ponto mais alto em anos.
Fontes do Miami Herald e documentos do Departamento de Justiça dos indicam que ataques aéreos de precisão contra instalações militares venezuelanas podem ocorrer “a qualquer momento”, após a administração de Donald Trump autorizar ações letais contra o Cartel de los Soles, organização de narcotráfico supostamente chefiada pelo presidente Nicolás Maduro.

De acordo com relatórios obtidos pelo Miami Herald e confirmados por funcionários do Pentágono, as operações visam destruir bases aéreas, portos e centros logísticos ligados ao tráfico de cocaína. As autoridades americanas afirmam que o cartel, infiltrado nas Forças Armadas da Venezuela, exporta mais de 500 toneladas de cocaína por ano para os Estados Unidos e a .

Publicidade: Banner Header – Meio do post

Cartel de los Soles: o coração do conflito

O Cartel de los Soles, segundo o New York Times e o Departamento de Justiça (DoJ), é uma rede de narcotráfico operada por oficiais venezuelanos de alta patente.
O presidente Nicolás Maduro, junto com 14 aliados de seu governo — entre eles Diosdado Cabello, Vladimir Padrino López (ministro da Defesa) e Maikel Moreno (chefe da Suprema Corte) —, foi indiciado em 2020 por narcoterrorismo, corrupção e .

Em agosto de 2025, o DoJ dobrou a recompensa pela captura de Maduro para US$ 50 milhões, a maior já oferecida por um chefe de Estado em exercício. “Maduro transformou o Exército venezuelano em uma rede criminosa”, afirmou um oficial americano citado pelo Miami Herald.

Relatórios de inteligência também indicam alianças com o Cartel de Sinaloa (México), o grupo criminoso Tren de Aragua (Venezuela) e remanescentes das FARC (Colômbia), o que transformou o país em uma rota estratégica do tráfico internacional.


Mobilização militar dos EUA no Caribe

A mobilização das forças americanas começou discretamente em setembro.
Segundo o Miami Herald, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, está posicionado no Caribe, acompanhado por destróieres, submarinos nucleares e caças F-35.
Cerca de 10 mil fuzileiros navais foram deslocados para bases em Aruba, Curaçao e Porto Rico, numa manobra coordenada pelo Comando Sul (SOUTHCOM) — grupo de operações criado para combater cartéis na .

Ainda segundo a publicação, o Pentágono já autorizou a CIA a conduzir operações secretas e letais na Venezuela e no entorno do Caribe.
Fontes militares classificam os possíveis ataques como “cinéticos de precisão”, voltados para infraestruturas estratégicas e líderes do cartel, sem confirmação de que Maduro seria alvo direto.


Reação da Venezuela e escalada regional

Em resposta, Nicolás Maduro colocou as Forças Armadas em alerta máximo e acusou os de preparar uma “invasão disfarçada de guerra ao narcotráfico”.
De acordo com a emissora estatal venezuelana VTV, o governo teria prendido supostos “mercenários da CIA” e denunciado o caso à ONU. Caracas também busca apoio diplomático junto a países da América do Sul e aliados como Rússia, e , que condenaram publicamente a escalada.

Enquanto isso, o New York Times relata que o governo venezuelano ofereceu acesso privilegiado às reservas de como tentativa de reabrir o diálogo com Washington, sem sucesso. Trump, segundo fontes do jornal, rompeu toda via diplomática em outubro de 2025.


Cenário geopolítico: mais que uma guerra antidrogas

Analistas internacionais apontam que o conflito pode ter motivações além do narcotráfico.
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do planeta, e a presença militar americana no Caribe seria uma forma de limitar a influência russa e chinesa na região.

O especialista em segurança John McNeill, ouvido pelo ZeroHedge, afirma que “o discurso antidrogas serve de capa para uma operação de regime change”.
Já o analista latino-americano Tomás Villalobos, citado pelo Miami Herald, defende que “o colapso interno da Venezuela e sua dependência do tráfico criaram um Estado mafioso, que se tornou inevitável enfrentar”.


O que esperar nos próximos dias

Embora não haja confirmação oficial de data ou alvo, relatórios do Pentágono e imagens de satélite analisadas por agências independentes indicam movimentação intensa de aeronaves e navios americanos próximos à costa de Caracas.
Autoridades venezuelanas classificam o cenário como “iminente”, enquanto fontes em Washington descrevem os ataques como “uma questão de tempo”.

Como conclui o Miami Herald, “o relógio está correndo, e o tempo de Maduro parece se esgotar.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.