O Acordo Mercosul Índia voltou ao centro das negociações com o anúncio do vice-presidente Geraldo Alckmin em Nova Délhi. O governo lançou o processo para ampliar preferências tarifárias, com prazo previsto de até um ano para conclusão. Foram também divulgadas medidas práticas, como o visto eletrônico para empresários e novos contratos da Petrobras com a Índia. A iniciativa busca aumentar competitividade nas exportações e diversificar parceiros comerciais.
Negociações para ampliar o Acordo de Preferências Tarifárias e metas em até um ano
Acordo de Preferências Tarifárias ganhou nova etapa com o lançamento das negociações entre Brasil e Índia. O processo terá prazo de conclusão de até um ano. Hoje o acordo em vigor desde 2009 cobre cerca de 450 linhas tarifárias.
Prazo e metas
O governo estabeleceu meta de ampliar substancialmente o número de linhas. A ideia é reduzir tarifas em mais produtos para aumentar competitividade. Negociadores trabalham para concluir acordos em até 12 meses.
Uma conclusão rápida pode gerar ganhos em prazos curtos. Empresas brasileiras podem ter mais acesso ao mercado indiano. Isso favorece exportações de vários setores.
Impacto no comércio
O comércio entre os países cresceu para US$ 12,1 bilhões em 2024. As projeções apontam US$ 15 bilhões neste ano. A Índia já aumentou exportações ao Brasil em mais de 30% recentemente.
Com a ampliação do acordo, estimativas do governo falam em chegar a US$ 20 bilhões. O número depende da inclusão de novas linhas e da liberalização tarifária.
Setores e medidas práticas
Produtos como açúcar, óleos vegetais, minerais, algodão e hortifrutigranjeiros são destaque nas exportações. A expectativa é que mais desses itens entrem em regimes preferenciais.
Houveram também medidas práticas anunciadas na missão. Foi autorizado visto eletrônico de negócios para cidadãos indianos. A Petrobras assinou contrato para fornecer 6 milhões de barris de petróleo à Índia.
Além disso, foram anunciados 18 novos blocos offshore para 2026, nas bacias de Santos e Campos. Essas ações mostram foco em comércio e energia, além da cooperação industrial e farmacêutica.
Medidas práticas: visto eletrônico, contratos da Petrobras e expansão da cooperação em saúde
Visto eletrônico, contratos da Petrobras e cooperação em saúde foram anunciados durante a missão em Nova Délhi. O comércio entre Brasil e Índia somou US$ 12,1 bilhões em 2024 e pode alcançar US$ 15 bilhões ainda este ano.
Visto eletrônico
O governo autorizou o visto eletrônico para negócios na embaixada em Nova Délhi e no consulado em Mumbai. Isso deve acelerar viagens de empresários e consultores entre os países.
Com menos barreiras, reuniões comerciais ficam mais rápidas e custos caem. O objetivo é facilitar acordos e investimentos bilaterais.
Contratos da Petrobras e energia
A Petrobras assinou contrato para fornecer 6 milhões de barris de petróleo à Índia. Esse acordo amplia a presença brasileira no mercado indiano de energia.
Também foram anunciados 18 novos blocos offshore para 2026 nas bacias de Santos e Campos. A exploração desses blocos pode aumentar produção e atrair investimentos.
Expansão da cooperação em saúde
O governo quer ampliar parcerias na indústria farmacêutica e de vacinas. O ministro Alexandre Padilha chega para fechar um acordo na área.
A cooperação em saúde pode incluir transferência tecnológica e produção local. Isso fortalece a cadeia nacional e amplia acesso a medicamentos.