As ações da Oi (OIBR3 e OIBR4) registraram forte queda nesta segunda-feira (10), após a Justiça do Rio de Janeiro decretar oficialmente a falência da companhia. A decisão impactou diretamente o mercado, levando os papéis da empresa a despencarem mais de 30% ao longo do pregão.
Falência decretada pela Justiça
A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, determinou a convolação da recuperação judicial da Oi em falência. Em seu despacho, afirmou que a companhia está “tecnicamente falida”, diante da incapacidade de honrar suas dívidas e da inexistência de um plano viável para reverter o cenário atual.
A decisão permite que a empresa continue operando provisoriamente, com administração sob responsabilidade do escritório Preserva-Ação, que já atuava como interventor após o afastamento da diretoria e do conselho da companhia.
Reação do mercado: ações em leilão
Com o anúncio da falência, as ações da Oi (OIBR3) caíam mais de 35%, sendo negociadas a R$ 0,18 antes de entrarem em leilão. Os papéis preferenciais (OIBR4) também recuavam mais de 35%, negociados a R$ 3,01.
A liquidação ordenada dos ativos da empresa será feita com o objetivo de maximizar a recuperação de valores para os credores, que somam mais de R$ 15 bilhões. A Justiça também autorizou a convocação de uma assembleia geral de credores para criação de um comitê que auxiliará no processo de falência.
Histórico de dificuldades
A Oi iniciou sua primeira recuperação judicial em 2016, com uma dívida acumulada de R$ 65 bilhões, no maior processo do tipo já registrado no Brasil. Mesmo após anos de reestruturações, vendas de ativos e tentativas de reequilíbrio, a companhia não conseguiu manter a viabilidade financeira.
Em 2023, iniciou um novo processo de recuperação judicial e recentemente tentou renegociar condições com credores, sem sucesso. Tentativas de abrir um processo paralelo de recuperação nos Estados Unidos também fracassaram.
O que acontece agora com os investidores?
A falência da empresa marca mais um capítulo difícil para os investidores que ainda mantinham posições nas ações da Oi. Com a queda expressiva, os papéis se aproximam de um cenário de valorização nula, e especialistas recomendam cautela máxima.
Analistas de mercado avaliam que, embora a empresa mantenha operações temporárias, as ações da Oi estão altamente especulativas e com risco extremo. A negociação continuará sujeita a forte volatilidade e incerteza quanto à liquidação de ativos e pagamentos de dívidas.