O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta terça-feira (3) a escalada da guerra no Irã, afirmando que o papel do Brasil no cenário internacional é defender a preservação de vidas.
Durante visita a uma indústria de biotecnologia em Valinhos, no interior de São Paulo, o presidente declarou que o país deve atuar para evitar mais mortes em conflitos armados.
“A gente salva vida. Sobretudo nesse instante em que se ligar na televisão agora está falando de morte. Se ligar à noite está falando de guerra, se ligar na televisão de manhã está falando de morte, de drone, de mísseis, de invasão”, afirmou Lula.
Lula compara tecnologia médica a “míssil para salvar”
Durante o discurso, Lula utilizou uma metáfora ao falar sobre o desenvolvimento tecnológico voltado à área da saúde.
Segundo ele, a inovação brasileira pode ser usada para salvar vidas em vez de provocar destruição.
“Aqui nós estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro. Isso aqui é nosso míssil. Não míssil para matar, mas míssil para salvar”, declarou o presidente.
Governo brasileiro condena escalada do conflito
O governo brasileiro também divulgou uma nota oficial sobre a guerra no Irã, afirmando que condena medidas que violem a soberania dos países e ampliem a escalada militar no Oriente Médio.
A posição foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, também conhecido como Itamaraty.
O comunicado foi publicado após a ofensiva militar envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, seguida de ataques retaliatórios na região.
Brasil cita direito internacional e Carta da ONU
Na nota oficial, o governo brasileiro afirmou que a legítima defesa, prevista no artigo 51 da Organização das Nações Unidas, deve ser tratada como medida excepcional.
Segundo o comunicado, qualquer reação militar deve respeitar princípios como:
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proporcionalidade
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conexão com eventual ataque armado
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respeito ao direito internacional
O governo brasileiro também manifestou solidariedade a países que foram atingidos por ataques retaliatórios do Irã, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia.
Conflito amplia tensão no Oriente Médio
A guerra no Irã elevou o nível de tensão no Oriente Médio e vem provocando repercussões políticas, econômicas e diplomáticas em diversos países.
Além do impacto geopolítico, o conflito tem gerado volatilidade nos mercados internacionais, especialmente nos preços do petróleo e nas bolsas globais.
Analistas avaliam que a evolução da crise poderá influenciar decisões diplomáticas e econômicas de governos ao redor do mundo nas próximas semanas.