A ata do Copom, divulgada às 8h, é o principal gatilho do dia. O Banco Central manteve a Selic em 15%, mas o mercado segue testando a possibilidade de cortes já na próxima reunião.
A curva de juros passou a precificar cerca de 19 pontos-base de corte, acima dos aproximadamente 17 pontos-base observados na sexta-feira, movimento que ganhou força após a divulgação de um IBC-Br mais fraco, derrubando os juros futuros e impulsionando o Ibovespa para a região dos 162 mil pontos.
No mercado de renda fixa, o leilão do Tesouro com NTN-Bs e LFTs pode ajudar a calibrar o fechamento da curva após a queda recente. O Banco Central segue atuante na rolagem de swaps cambiais, com cerca de 550 mil contratos já rolados, de um total de 666 mil.
Exterior em modo cautela
O foco internacional está totalmente voltado para o payroll dos Estados Unidos, divulgado às 10h30.
O consenso aponta para:
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Criação de 50 mil vagas
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Taxa de desemprego em 4,5%
Um número mais fraco tende a reforçar expectativas de cortes de juros pelo Fed. Já um dado excessivamente fraco pode acionar um movimento de aversão ao risco.
Os futuros de Nova York operam em queda, com o setor de tecnologia ainda pressionado. No mercado de commodities, o Brent opera abaixo de US$ 60, no menor nível desde maio, enquanto o minério de ferro segue sustentando parte do apetite por risco.
Política no radar
O cenário político segue presente, sem um novo choque imediato, mas com aumento de ruído:
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O governador Tarcísio de Freitas adota discurso de quem só avança se o “cavalo passar selado”.
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Flávio Bolsonaro reforça a retórica fiscal com defesa de um “tesouraço”.
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O Congresso avança em pautas antes do recesso, incluindo tributária, benefícios fiscais e dosimetria.
Empresas no foco do mercado
O noticiário corporativo segue ativo, com atenção para:
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Petrobras (PETR4)
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Braskem (BRKM5)
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Cosan (CSAN3)
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Rumo (RAIL3)
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Rede D’Or (RDOR3)
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Azul (AZUL4)
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B3 (B3SA3)
Sentimento do mercado
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Brasil (juros): construtivo, mercado testando o BC
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Brasil (bolsa): positivo, sustentado pela queda dos juros
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EUA: cautela total antes do payroll
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Commodities: petróleo pressiona, minério dá suporte
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Política: ruído elevado, sem choque novo no dia
Resumo do humor: mercado construtivo, mas operando com atenção redobrada ao dado de emprego dos EUA.