CCJ do Senado aprova fim da escala 6×1; texto vai ao plenário

Senado avança na proposta que põe fim à escala 6×1. Nova jornada prevê até 36 horas semanais e dois dias de descanso, sem corte de salário.
fim da escala 6×1

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) a PEC 148/2025, que propõe o fim da escala 6×1 de trabalho e a criação de uma nova jornada com até cinco dias semanais, limitando a carga horária a 36 horas por semana e oito horas por dia.

Apesar das mudanças significativas na organização do trabalho, a proposta não prevê corte de salários e garantir dois dias de descanso semanal remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos.

Publicidade: Banner Header – Meio do post

A proposta ainda precisa ser votada pelo plenário do Senado, antes de seguir para a .


O que muda com o fim da escala 6×1?

Atualmente, muitos trabalhadores seguem a jornada de 6 dias de trabalho por 1 de descanso, o que é comum principalmente em setores como comércio, serviços e indústria. A PEC aprovada sugere um novo formato, mais flexível e com maior tempo de descanso para o trabalhador.

O texto aprovado define:

  • Jornada máxima de 8 horas por dia;

  • Carga semanal limitada a 36 horas;

  • Descanso semanal de dois dias consecutivos, de preferência aos fins de semana;

  • Manutenção do salário integral.


PEC do fim da escala 6×1: quem apoia e por quê?

A pauta foi relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) e é encampada principalmente por partidos de esquerda, como o PT e o PSOL. A proposta tramita desde 2015 e ganhou força neste ano com o apoio de figuras como Paulo Paim (PT-RS) e o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA).

Otto defendeu a inclusão da matéria na pauta, mesmo extrapauta, dizendo que o tema já foi amplamente debatido em três audiências públicas e que muitas já adotam o modelo 5×2, servindo como base para a proposta.

“Não é uma grande novidade. O setor da e comércio já pratica esse tipo de escala”, afirmou Otto após a votação.


A proposta enfrenta resistência?

Sim. Embora ganhe força no Senado, a proposta ainda enfrenta resistência de setores econômicos e parte da bancada empresarial na Câmara dos Deputados, onde o tema também está sendo discutido pela Comissão de Trabalho.

Parlamentares como Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Guilherme Boulos (PSOL-SP) defendem a medida como um avanço social necessário, mas admitem a possibilidade de uma transição gradual para pequenas empresas, que podem ser mais impactadas.


O que acontece agora?

Com a aprovação pela CCJ, a proposta será encaminhada para votação no plenário do Senado. Para ser aprovada, uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) precisa dos votos favoráveis de 3/5 dos senadores em dois turnos (ou seja, ao menos 49 votos).

Caso seja aprovada, segue para análise da Câmara dos Deputados, onde também precisará de dois turnos de votação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.