As ações da Copasa (CSMG3) ganham força com um salto de 5% na B3, impulsionadas pelo anúncio da extensão da concessão em Belo Horizonte até 2073 e avanços no processo de privatização da companhia, criando expectativa no mercado.
Copasa (CSMG3) avança 5% com extensão da concessão
As ações da Copasa (CSMG3) subiram cerca de 5% após a empresa anunciar a extensão da concessão de saneamento em Belo Horizonte até 2073. Antes, a concessão expiraria em 2034. Com esse acordo, a Copasa deve pagar uma outorga entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Esse valor faz parte da base regulatória e pode influenciar positivamente o valor das ações da companhia.
Além disso, as mudanças incluídas na renovação envolvem melhorias regulatórias importantes. Isso inclui uma curva de compartilhamento dos ganhos de eficiência operacional e atualização da metodologia do WACC, que é o custo médio ponderado do capital. Essa metodologia é usada para calcular a remuneração sobre os ativos da empresa, o que impacta diretamente o retorno financeiro para os investidores.
Especialistas do Bradesco BBI acreditam que esses eventos são gatilhos importantes para o processo de privatização da Copasa, prevista para o primeiro trimestre de 2026. Na visão do banco, há potencial para mais ganhos com eficiência e melhoria no retorno regulatório. Com isso, o preço-alvo para as ações foi fixado em R$ 56, sugerindo uma valorização de 34,1% em relação ao fechamento recente.
O Itaú BBA também vê a notícia como positiva, destacando que a privatização da companhia está cada vez mais provável. O banco manteve recomendação de compra para Copasa (CSMG3), apontando um preço-alvo de R$ 43,23, o que indica uma alta de 3,5% sobre a cotação anterior. A assinatura do contrato entre Copasa e a Prefeitura de Belo Horizonte depende agora da aprovação da ARSAE, a agência reguladora estadual.
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