Governo pressiona Senado para aprovar impostos sobre bets, fintechs e bancos

Com resistência na Câmara, governo aposta no Senado para aprovar aumento de impostos sobre apostas esportivas, bancos e fintechs.
impostos sobre apostas esportivas

Com dificuldades para avançar com medidas de arrecadação na Câmara, o de Fernando Haddad vê no Senado a chance de acelerar a sobre apostas esportivas, fintechs e bancos, em meio à tentativa de equilibrar o orçamento de 2026. A proposta em pauta pode gerar mais de R$ 5 bilhões já no próximo ano.

Apostas em foco: tributo pode dobrar para 24%

A Comissão de Assuntos Econômicos () do Senado pode votar nesta terça-feira (18) o PL 5.473/2025, de autoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL). O texto propõe elevar de 12% para 24% a alíquota de impostos sobre apostas esportivas, superando os 18% que haviam sido sugeridos em medida provisória anterior, já caducada.

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O relator da proposta, senador Eduardo Braga (MDB-AM), já afirmou que há ambiente político para a votação, mas que o avanço depende de um acordo prévio com a Câmara dos Deputados, onde a resistência ao projeto é maior por conta do forte lobby das plataformas de apostas.

Mais impostos para fintechs e bancos

Além das bets, o projeto propõe um reajuste na Contribuição Social sobre o Líquido (), com a alíquota subindo de 9% para 15% no caso das fintechs e de 15% para 20% para os bancos tradicionais.

De acordo com o relatório de Braga, as medidas podem aumentar a em R$ 5 bilhões em 2026, R$ 6,5 bilhões em 2027 e R$ 6,7 bilhões em 2028.

Proposta de alíquota mínima tenta corrigir distorções

Outra frente do debate é a sugestão de criar uma alíquota efetiva mínima total (AET) de 17,5%, que somaria CSLL e IRPJ para todas as instituições financeiras e de pagamento. A proposta foi apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), com base em estudos do ex-presidente do Banco Central, .

Portinho argumenta que há grande disparidade entre a carga tributária efetiva de bancos e fintechs, com médias de 12,2% e 29,7% em 2024, respectivamente. Para ele, a AET funcionaria como um piso tributário “justo e previsível”, evitando uso excessivo de e distorções de mercado.

Caminho legislativo

Se aprovado pela CAE, o projeto segue em caráter terminativo para a Câmara. Só será submetido ao plenário do Senado se houver um recurso assinado por oito ou mais senadores. Se a Câmara aprovar o texto sem alterações, a proposta segue direto para a sanção presidencial.

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