Em nota oficial, PT condena ataque dos EUA à Venezuela e cita violações ao Direito Internacional

PT condena ataque dos EUA à Venezuela e acusa Trump de violar o Direito Internacional ao autorizar ações secretas da CIA no país sul-americano.
PT condena ataque dos EUA

A Comissão Executiva Nacional do PT divulgou nesta quinta-feira (16) uma nota oficial em que condena o ataque dos EUA à , classificando as ações ordenadas pelo presidente Donald Trump como uma “afronta à soberania do país sul-americano e uma violação do Direito Internacional”.

Segundo o partido, as declarações de , que autorizou operações secretas da CIA em território venezuelano, configuram “uma iniciativa inaceitável e deplorável”.

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“O Partido dos Trabalhadores condena com veemência mais um ataque dos EUA à soberania da Venezuela. Somos defensores do Direito Internacional e dos princípios da não ingerência e da autodeterminação dos povos em qualquer parte do mundo”, diz a nota.


PT condena ataque dos EUA e cita mortes de civis

O comunicado do PT afirma que ataques a navios venezuelanos por militares americanos resultaram na morte de ao menos 27 pessoas, e denuncia que as ações ocorreram “sem base legal e sem qualquer processo investigativo”.

O americano alega que as embarcações transportavam drogas para os , argumento rejeitado por Caracas e agora contestado também pelo PT.

“Essas ações, sem respaldo legal, violam tratados internacionais e aumentam o risco de instabilidade no continente”, afirma o documento.


Crítica à CIA e histórico de ingerência

A nota também menciona diretamente a CIA, apontando que a agência “tem um longo histórico de patrocínio e articulação de ações ilegais e desestabilizadoras” em países da América do Sul.
O texto faz referência a episódios de golpes, ditaduras e repressões patrocinadas pelos EUA durante o século 20.

“As marcas dessas ingerências são profundas e não podem ser ignoradas”, diz o partido, em tom de crítica à política externa americana na região.


Silêncio de Lula e tensão diplomática

Até o momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se manifestou sobre as declarações de Trump.
Os dois haviam conversado por telefone na semana passada, em uma tentativa de reaproximação diplomática após a recente provocada pelo tarifaço e pelas sanções impostas por Washington a autoridades brasileiras.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está em Washington para uma reunião com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, onde os governos devem tratar das crises na Venezuela e no Haiti.


Trump ameaça ampliar operações

O presidente elevou o tom nesta quarta-feira (15) ao afirmar que considera autorizar ataques por terra à Venezuela.

“Certamente estamos pensando agora na terra, porque já temos bem sob controle o mar”, disse Trump em coletiva de imprensa no Salão Oval, reforçando a escalada militar.

Em agosto, ele havia determinado o envio de 10 mil soldados para o Caribe, além de oito navios de , entre eles submarinos, contratorpedeiros e uma embarcação adaptada para ataque anfíbio — sob a justificativa de combater o narcotráfico.

A nova autorização à CIA permitiria operações letais no território venezuelano, inclusive contra o governo de , isoladamente ou em cooperação com forças militares.


Repercussão e contexto

A nota do PT surge em um momento de forte tensão geopolítica entre os EUA e países latino-americanos.
Desde o início do novo mandato de Trump, a política externa americana tem adotado postura intervencionista, com foco em Venezuela, Cuba e Nicarágua.

Enquanto aliados de Washington defendem as ações como parte do combate ao crime transnacional, analistas internacionais alertam para o risco de uma nova onda de instabilidade regional, em meio ao avanço de governos de esquerda na América do Sul.

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