As 10 maiores Altas e Baixas do Ibovespa em 2024: Confira os Destaques

O Ibovespa encerrou 2024 com uma queda de 10,36%, marcando o pior desempenho desde 2021. Ações como EMBR3 (+150%) lideraram as altas, enquanto GOLL4 (-85%) foi destaque entre as maiores quedas. Entenda os movimentos do índice.
Dividendo e JCP

Entre as 10 maiores altas e baixas do Ibovespa em 2024, ações como EMBR3 (+150,96%) e (+104,87%) lideraram as altas, impulsionadas por fatores específicos e conjunturas favoráveis aos seus segmentos. Por outro lado, papéis como GOLL4 (-85,51%) e AZUL4 (-77,89%) foram fortemente penalizados pelas condições adversas no setor de aviação e no mercado interno. A seguir, confira uma análise detalhada das 10 maiores altas e baixas do índice, além do que esperar para 2025.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou 2024 com uma queda de 10,36%, marcando seu pior desempenho desde 2021, quando desvalorizou quase 12%. O ano foi desafiador para o mercado de ações, afetado por uma combinação de fatores internos e externos que aumentaram a percepção de risco e inibiram os investimentos. Entre os destaques, algumas empresas conseguiram se destacar com ganhos significativos, enquanto outras sofreram quedas expressivas, refletindo os desafios de seus respectivos setores.

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Maiores Altas do Ibovespa em 2024

  1. EMBR3 (+150,96%) – Aviação e Defesa
    Líder absoluta das altas do Ibovespa, a Embraer teve um ano de ouro, impulsionado pela assinatura de contratos bilionários no setor de defesa e aviação executiva. A valorização do dólar também beneficiou a empresa, aumentando sua competitividade no mercado internacional.
  2. MRFG3 (+104,87%) – Alimentos e Proteína Animal
    A Marfrig se destacou com forte demanda externa, especialmente da China, e o impacto positivo da alta do dólar sobre suas receitas. A reestruturação interna e a expansão da capacidade de exportação foram fatores decisivos para seu desempenho.
  3. BRFS3 (+87,97%) – Alimentos e Bebidas
    Após anos de dificuldades, a BRF recuperou terreno em 2024 com uma gestão mais eficiente, ampliação das exportações e recuperação da confiança dos investidores. A empresa de frigoríficos também colheu frutos da redução de custos em suas operações.
  4. JBSS3 (+58,22%) – Alimentos e Exportação
    Com um desempenho sólido, a JBS seguiu beneficiando-se da demanda global por carne e da desvalorização do real. Sua diversificação geográfica e novos contratos contribuíram para o crescimento de receitas.
  5. (+45,40%) – Indústria e Tecnologia
    A Weg, conhecida por sua consistência, expandiu sua atuação internacional e manteve a liderança no mercado de motores elétricos e equipamentos industriais. O setor de renováveis também foi um grande motor de crescimento para a empresa.
  6. CMIG4 (+40,88%) – Energia
    A Cemig surpreendeu com sólidos em 2024, impulsionados por novos contratos de geração e distribuição de energia, além de uma gestão mais enxuta.
  7. CIEL3 (+28,98%) – Meios de Pagamento
    A Cielo registrou um ano de recuperação com o aumento de transações eletrônicas e um foco renovado em eficiência operacional. A retomada do consumo, embora tímida, foi positiva para o setor.
  8. KLBN11 (+21,83%) – Papel e Celulose
    A Klabin se beneficiou de preços elevados no mercado internacional de celulose, aliados a investimentos em novas plantas de produção e práticas sustentáveis.
  9. PETR3 (+21,39%) – Petróleo e Gás
    A Petrobras aproveitou o aumento dos preços do petróleo no mercado global, além de melhorar sua estrutura de custos e realizar vendas estratégicas de ativos.
  10. SBSP3 (+19,19%) – Saneamento Básico
    A Sabesp destacou-se com avanços em projetos de infraestrutura e na sua capacidade de captar recursos para investimentos, reforçando sua posição no setor.

Maiores Baixas do Ibovespa em 2024

  1. GOLL4 (-85,51%) – Aviação
    A Gol enfrentou um dos piores anos de sua história, com aumento de custos operacionais, queda na demanda doméstica e dificuldades de refinanciamento de dívidas. O ambiente econômico desafiador agravou ainda mais a situação.
  2. AZUL4 (-77,89%) – Aviação
    Seguindo a Gol, a Azul sofreu com condições semelhantes, incluindo aumento no preço do e redução de rotas rentáveis. A empresa também teve dificuldades para renegociar contratos e enfrentar a concorrência.
  3. MGLU3 (-69,72%) – Varejo
    O Magazine Luiza foi impactado por um cenário de retração no consumo e margens reduzidas devido à alta e aos juros elevados, que prejudicaram as vendas a crédito.
  4. (-69,12%) – Locação de Veículos
    A Movida sofreu com a alta dos juros, que aumentaram os custos de financiamento de sua frota. Além disso, a demanda por locações corporativas não retomou os níveis pré-pandemia.
  5. COGN3 (-68,77%) – Educação
    A Cogna enfrentou um ambiente desafiador no setor de educação, com menor procura por matrículas e margens reduzidas, devido ao aumento de custos fixos.
  6. YDUQ3 (-61,18%) – Educação
    A Yduqs acompanhou a Cogna nas dificuldades, refletindo a baixa demanda no mercado educacional e uma recuperação lenta do setor após os impactos da pandemia.
  7. CVCB3 (-60,57%) – Turismo
    A CVC não conseguiu retomar a lucratividade, com a demanda por pacotes de viagens internacionais ainda abaixo do esperado. A empresa também enfrentou problemas de gestão financeira.
  8. (-58,39%) – Varejo Alimentício
    O Assaí sofreu com margens comprimidas e maior competição no setor, além de dificuldades em atrair consumidores para itens não essenciais.
  9. CSAN3 (-56,37%) – Energia e Infraestrutura
    A Cosan viu suas margens reduzirem devido a mudanças regulatórias e à alta volatilidade nos mercados de commodities.
  10. CRFB3 (-55,76%) – Supermercados
    O Carrefour foi penalizado pela inflação elevada, que impactou diretamente seus custos e reduziu o poder de compra dos consumidores.

Análise do Ano: O Que Levou o Ibovespa à Queda de 10,36%?

O desempenho negativo do Ibovespa reflete uma combinação de fatores internos e externos. No , a desconfiança com a política fiscal do governo foi o principal ponto de pressão. A dificuldade de aprovação de reformas estruturais e a percepção de aumento do risco-país afastaram investidores. Além disso, o corte inadequado na taxa Selic não foi suficiente para estimular a economia, mas contribuiu para o aumento das expectativas de inflação.

No cenário externo, a manutenção de juros altos nos Estados Unidos e as incertezas na economia chinesa pressionaram mercados emergentes. A aversão ao risco global, somada às dificuldades locais, tornou 2024 um ano difícil para o mercado acionário brasileiro.

Maiores Altas e Baixas do Ibovespa em 2024 e Perspectivas para 2025

Embora 2024 tenha sido um ano desafiador, analistas apontam que o cenário pode melhorar em 2025. A expectativa é de que a aprovação de medidas fiscais mais consistentes e a continuidade do corte de juros no Brasil contribuam para um ambiente mais favorável ao crescimento econômico. No entanto, o cenário global segue como um risco importante, especialmente se a economia dos Estados Unidos desacelerar ou se houver novos entraves na China.

Investidores devem manter a cautela e buscar estratégias de diversificação para mitigar riscos. Setores resilientes, como energia, alimentos e exportação, podem continuar se destacando em 2025.

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