Bolsa da Coreia do Sul despenca 12% e registra pior dia da história

Bolsa da Coreia do Sul despenca 12% e registra pior dia da história com tensão no Oriente Médio e alta do petróleo pressionando mercados.
Bolsa da Coreia do Sul

A Bolsa da registrou um tombo histórico nesta quarta-feira (4), com o índice despencando 12,1% e acumulando o pior desempenho diário desde sua criação.

O movimento ocorre em meio à escalada das tensões geopolíticas envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que elevaram a aversão global ao risco e provocaram uma onda de vendas nos mercados asiáticos.

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O índice encerrou o pregão aos 5.093,54 pontos, ampliando as perdas da sessão anterior e intensificando a pressão sobre ativos de e semicondutores.


Circuit breaker foi acionado

Diante da intensidade da queda, a Korea Exchange chegou a interromper temporariamente as negociações do mercado acionário.

O mecanismo de circuit breaker também foi acionado no índice Kosdaq, voltado para empresas de tecnologia, que terminou o dia com queda de 14%, aos 978,44 pontos.

Entre as mais negociadas, as gigantes de tecnologia Samsung Electronics e SK Hynix lideraram as perdas, com recuos próximos de 12% e 10%, respectivamente.


Forte alta recente ampliou correção

A forte correção ocorre após um período de valorização expressiva do mercado sul-coreano.

No ano passado, o Kospi acumulou alta superior a 75%, impulsionado principalmente pelo desempenho das de semicondutores, que se beneficiaram da forte demanda por chips de memória associada ao avanço da inteligência artificial.

Segundo Lorraine Tan, diretora de pesquisa de ações para a Ásia da Morningstar, a estrutura concentrada do índice ampliou o movimento de queda.

Parte da pressão também reflete realização de lucros após a forte valorização recente, além de preocupações com o ritmo de expansão da infraestrutura global de inteligência artificial.


Petróleo mais caro pesa na economia

Outro fator que influencia a Bolsa da Coreia do Sul é a sensibilidade da economia local ao preço da energia.

Como grande importadora de , a Coreia do Sul tende a sentir com mais intensidade os efeitos de uma disparada nos custos energéticos — cenário que pode pressionar setores industriais e exportadores.

De acordo com estrategistas de mercado, choques geopolíticos no Oriente Médio costumam gerar volatilidade significativa nos ativos financeiros do país.


Bolsas asiáticas também recuam

O movimento de aversão ao risco se espalhou por outros mercados da região.

No Japão, o índice Nikkei 225 caiu 3,61%, enquanto o Topix recuou 3,67%.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,28%, enquanto o índice chinês CSI 300 registrou queda de 1,14%.

também acompanham o início das chamadas “Two Sessions”, reunião política anual considerada uma das mais importantes da , na qual o governo costuma anunciar metas econômicas para o ano.

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