O cenário para ações de mercados emergentes está mais favorável em 2026, com recorde de investimento e um contexto promissor que pode sustentar o rali dessas ações anualmente.
Recorde de entradas em ações de mercados emergentes em janeiro de 2026
O fluxo de investimentos em açòes de mercados emergentes atingiu índices históricos em janeiro de 2026. Conforme dados do J.P. Morgan, os fundos direcionados a esses mercados receberam mais de US$ 39 bilhões nas primeiras semanas do ano. Esse número representa um dos maiores picos de entrada já registrados em mais de duas décadas, indicando confiança renovada dos investidores internacionais.
Essa movimentação forte está relacionada à fraqueza do dólar e à busca por diversificação fora dos Estados Unidos. Enquanto o índice S&P 500 cresceu 16,4% no ano passado, o índice de mercados emergentes avançou impressionantes 30,6%. A expectativa é que esse ritmo de investimentos continue, pois sinais macroeconômicos e fundamentos mostram um ambiente mais estável e atrativo para o capital estrangeiro.
Seleção e exposição diferenciada em mercados emergentes
Investidores estão adotando uma abordagem mais seletiva em relação às açòes de mercados emergentes. Em vez de investir em blocos gerais, muitos preferem fundos e ETFs focados em países específicos, como Brasil, Coreia do Sul e Taiwan. Essa estratégia permite aproveitar diferenças econômicas e políticas únicas em cada país, aumentando as chances de ganhos.
Essa seletividade também reflete uma nova disciplina fiscal e política em mercados emergentes. Países como o Brasil mostram controle maior dos gastos públicos e políticas monetárias mais rigorosas, algo que muitos investidores valorizam. Em contraste, algumas economias desenvolvidas têm apresentado maior gasto, elevando riscos futuros.