As ações WEG BESS Ibovespa ganham destaque nesta segunda-feira com alta de 3,05%, impulsionadas pela expectativa para o primeiro leilão de eletricidade BESS no Brasil, marcado para abril. O mercado analisa o papel da WEG diante da concorrência, sobretudo chinesa, enquanto bancos reforçam perspectivas e recomendação para os investidores.
WEG lidera altas do Ibovespa com 3,05% e expectativa do leilão BESS
A WEG (WEGE3) destacou-se entre as maiores altas do Ibovespa nesta segunda-feira, registrando uma valorização significativa de 3,05%, alcançando o preço de R$ 51,39 por ação. Durante o pregão, os papéis chegaram a subir 3,75%, chegando a R$ 51,74, demonstrando forte interesse dos investidores. Essa alta acompanha o otimismo do mercado diante do primeiro leilão de eletricidade focado em sistemas BESS, programado para abril no Brasil.
O leilão BESS envolve sistemas de baterias recarregáveis que armazenam energia de fontes diferentes e liberam quando necessário. Essa tecnologia é vista como estratégica para o setor elétrico, principalmente em razão da crescente demanda por soluções de armazenamento eficientes. A WEG se posiciona com um portfólio completo, o que a destaca no segmento, mesmo diante da concorrência de empresas chinesas que também investem pesado nesse mercado.
Perspectivas para a WEG no mercado de baterias
Segundo o BTG Pactual, apesar da contribuição atual dos sistemas BESS representar uma parte pequena das vendas da WEG, isso deve crescer e tem potencial para aumentar os lucros no futuro, semelhante ao que ocorreu anteriormente com transformadores. O banco mantém recomendação de compra para as ações da WEG, com preço-alvo estimado em R$ 52 até o final do ano, indicando um potencial de valorização de cerca de 4,3% em relação ao último fechamento.
Por outro lado, a Ágora Investimentos, com recomendação neutra para a WEG, alerta para a maior pressão competitiva devido à entrada das chinesas no leilão. Apesar disso, não prevê impacto imediato no preço das ações. Seu preço-alvo para a WEG é de R$ 46, o que sugere uma possível queda de 7,8% nos próximos 12 meses. Essa visão reflete um cenário mais cauteloso diante do acirramento da disputa no setor de armazenamento de energia.