As saídas de ETFs de Bitcoin após o feriado nos EUA intensificaram a pressão vendedora no mercado de criptomoedas, afetando também o Ethereum e o XRP, e refletindo um cenário volátil e desafiador para investidores brasileiros.
Impacto das saídas de ETFs no Bitcoin e Ethereum
As saídas líquidas de ETFs de Bitcoin e Ethereum em janeiro causaram grande impacto no mercado de criptomoedas. Em 7 de janeiro, os ETFs de Bitcoin registraram retiradas de US$ 486 milhões, enquanto os de Ethereum perderam US$ 98,4 milhões. Esses números indicam uma forte pressão vendedora, que desestabilizou os preços e causou volatilidade nos ativos digitais.
Entre os dias seguintes, até quinta-feira, os ETFs de Bitcoin acumularam saídas de US$ 1,13 bilhão e os de Ethereum tiveram retiradas adicionais de US$ 258 milhões. Esse movimento ajudou a derrubar o preço do Bitcoin abaixo de US$ 93.000, seu principal suporte psicológico, mostrando como os fluxos institucionais têm grande influência na cotação.
Consequências no mercado e volume de negociação
O impacto imediato dessas saídas foi percebido no mercado à vista e nos derivativos, onde houve aumento no volume negociado e liquidações moderadas. Esse comportamento reflete um ajuste de posicionamento dos investidores, que buscam se proteger diante das oscilações.
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin passou a operar abaixo da média móvel de 20 dias, em US$ 94.500, e indicadores como o RSI diário caíram para 42, indicando um enfraquecimento do momentum, embora ainda não chegando à região de sobrevenda. O MACD negativo reforça a tendência de correção no curto prazo.
Situação on-chain e comportamento das baleias
Dados on-chain mostram que o fornecimento de Bitcoin em exchanges aumentou 0,6% na última semana, sinalizando maior disposição dos investidores em vender. Além disso, grandes detentores, conhecidos como baleias, movimentaram cerca de 18.000 BTC para corretoras desde o início de janeiro, aumentando a pressão de venda no mercado.
Esses fatores contribuem para explicar porque, mesmo após uma forte entrada de US$ 645,8 milhões registrada em 2 de janeiro, o mercado rapidamente virou para o negativo. A volatilidade e o ritmo ditado pelo fluxo institucional tornam o cenário mais desafiador para os investidores brasileiros.