O Ibovespa alta e dólar em queda marcaram o encerramento da primeira semana de 2026 na bolsa brasileira. Com um impulso positivo, o principal índice fechou com leve alta diante da queda do dólar e da inflação controlada, fatores que despertam o interesse dos investidores no cenário nacional e internacional.
Desempenho do Ibovespa e cenário econômico
O Ibovespa fechou a semana em alta de 1,77%, alcançando 163.370,31 pontos no último pregão. Essa valorização reflete o otimismo dos investidores diante de sinais positivos na economia brasileira e no cenário internacional. O índice subiu 0,27% na última sessão, acompanhando o desempenho dos mercados dos Estados Unidos, que bateram recordes em Wall Street.
Além disso, a inflação medida pelo IPCA acelerou em dezembro, subindo 0,33%, mas o acumulado do ano ficou em 4,26%. Esse valor está dentro da meta estabelecida pelo Banco Central, o que reforça a expectativa de estabilidade econômica. Com a inflação controlada, o mercado aposta no início do afrouxamento da taxa Selic a partir de março, o que pode ajudar a estimular investimentos e o consumo.
O dólar também teve papel importante nessa movimentação e fechou em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,3658 no último dia da semana, refletindo uma valorização do real frente à moeda americana. A desvalorização do dólar acumulada na semana foi de 1,10%, o que contribui para reduzir pressões inflacionárias e beneficiar empresas exportadoras.
Comportamento das ações e influências globais
As ações que mais se valorizaram na semana foram da Multiplan, Raízen e Cury, com ganhos acima da média do mercado. A educacional Cogna também chamou atenção, com alta sustentada por revisões positivas dos analistas do UBS BB, que destacaram a melhora dos seus fundamentos mesmo após valorização de 240% em 2025.
Já as ações cíclicas, como Assaí, Azzas 2154 e Magazine Luiza, enfrentaram quedas, influenciadas principalmente pela abertura da curva de juros de curto e médio prazos. Essa dinâmica reflete preocupações com os rumos da economia e afeta setores mais sensíveis às mudanças nas taxas de juros.
A Petrobras acompanhou a alta do petróleo Brent, que subiu 2,28%, negociado a US$ 63,34 o barril. Esse movimento positivo beneficiou as ações da estatal, que fecharam o dia em alta. Por outro lado, a Vale sofreu queda de cerca de 1% após o banco Safra rebaixar sua recomendação, apontando que a mineradora não deve anunciar dividendos extras até meados de 2027.
No cenário global, Wall Street renovou recordes apesar dos dados do mercado de trabalho americano mais fracos que o esperado. O payroll mostrou criação de 50 mil vagas em dezembro, abaixo da expectativa, mas os índices S&P 500 e Dow Jones seguiram firmes. Na Europa, o avanço das ações do setor de defesa impulsionou o índice Stoxx 600 a novo recorde nominal.