As recentes mudanças no GPA PCAR3 provocaram uma queda de 2,76% nas ações da empresa na B3. As trocas no alto escalão financeiro e riscos fiscais levantados pelos bancos XP e JP Morgan geram incertezas sobre o futuro do grupo varejista.
Queda das ações do GPA PCAR3 e substituições no comando
As ações do GPA (PCAR3) caíram 2,76% na B3 após a notícia da renúncia de Sirotsky Russowsky, que ocupava cargos importantes na área financeira da empresa. Essa queda reflete a preocupação do mercado com a saída de um executivo que estava à frente da reestruturação financeira, incluindo custos e negociações tributárias.
A substituição de Russowsky pelo diretor-presidente Alexandre de Jesus Santoro, que acumulará também a função de vice-presidente de finanças, e a nomeação de Rodrigo Manso para a diretoria de relações com investidores, indicam uma mudança na gestão. Essas trocas foram acompanhadas pelo afastamento de Joaquim Alexandre Fernandes Sousa do cargo de diretor estatutário, ainda que ele permaneça em outras funções executivas.
Reação do Mercado e Avaliações
O banco XP Investimentos manteve avaliação neutra para os papéis do GPA, citando resultados recentes fracos e riscos fiscais. A instituição reconhece o papel central que Russowsky teve na desalavancagem da empresa e na venda de ativos, mas vê com naturalidade a troca diante do controle consolidado pela família Coelho Diniz.
Por outro lado, o JP Morgan prevê possível reação negativa às mudanças. O banco destaca que a saída do CFO pode aumentar a incerteza, já que o substituto precisará acumular funções ainda com pouco tempo na vaga. O JP Morgan mantém recomendação underweight para as ações, que operam a 5,5 vezes o valor do Ebitda projetado para 2026, ressaltando o alto nível de endividamento da companhia.