Camil e Embraer concentram atenções no radar de ações desta sexta (09/01)

Destaques do dia — 09/01/2026: expectativas para os resultados da Camil no 3T25 e visão construtiva para a Embraer após um ano de forte execução operacional e contratos relevantes.
Destaques do dia — 09/01/2026
Destaques do dia — 09/01/2026

O Radar Diário de — 09/01/26 destaca as expectativas para os da Camil no 3T25, em meio a um cenário de preços deprimidos do arroz, e a visão construtiva para a Embraer após um ano marcado por forte execução operacional, novos contratos e perspectivas favoráveis para 2026.


Agronegócio

Camil (CAML3) | COMPRA | Preço-alvo: R$ 10,00

A Camil deve divulgar os resultados do 3T25 em 14 de janeiro, com expectativa de melhora em relação à base pressionada do ano anterior. O principal fator negativo segue sendo a forte queda dos preços do arroz, que recuaram 49% na comparação anual e 13% frente ao trimestre anterior.

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Desconsiderando a ausência das de açúcar no período, os volumes de produtos de alto giro devem alcançar 328 mil toneladas. A receita no Brasil é estimada em R$ 1,95 bilhão, com projetado de R$ 165 milhões e margem de 8,4%.

No segmento internacional, os volumes devem crescer cerca de 25% a/a, mas a queda relevante de preços tende a pressionar a receita. No consolidado, a expectativa é de receita de R$ 2,7 bilhões e EBITDA de R$ 226 milhões, com margem de 8,3%.

Os preços atuais do arroz estão em níveis considerados economicamente insustentáveis para os produtores, abaixo do custo variável estimado. A expectativa é de redução de área plantada e de produção ao longo do tempo, o que pode contribuir para o reequilíbrio da oferta e sustentação de preços mais elevados no futuro.

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Bens de Capital

Embraer (EMBJ3) | COMPRA | Preço-alvo: R$ 107,00

A avaliação para a Embraer segue construtiva após um 2025 marcado por desempenho operacional excepcional e forte valorização das ações, mesmo diante da apreciação do real. O ano foi caracterizado por recorde de vendas na aviação comercial, contratos relevantes no segmento de Defesa e destaque no Paris Air Show.

A companhia também registrou acordos emblemáticos, incluindo a primeira venda do E2 para uma companhia aérea dos . Os resultados operacionais permaneceram sólidos, apesar dos impactos negativos associados a novas de importação no .

Para 2026, o principal desafio será sustentar o momento positivo, apoiado por um cenário global de restrição de oferta no segmento de aeronaves “narrowbody”. O negócio de Defesa deve seguir robusto, refletindo o aumento dos riscos geopolíticos e a expansão dos orçamentos militares. Além disso, o desenvolvimento do eVTOL por meio da Eve é visto como uma oportunidade relevante de crescimento estrutural no médio e longo prazo.

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