A liberação de agrotóxicos no Brasil atingiu novo patamar em 2025, com 912 aprovações que refletem um crescimento de 37% em relação ao ano anterior. Este aumento sinaliza uma mudança significativa nas práticas agrícolas e na regulamentação de defensivos biológicos. Entenda os detalhes dessa liberação e o impacto nos setores envolvidos.
Aumento expressivo nas aprovações de agrotóxicos em 2025
No Brasil, o aumento expressivo nas aprovações de agrotóxicos em 2025 é um fato que chamou a atenção de muitos. Com 912 registros, houve uma alta de mais de 37% em relação a 2024, um ano que já havia sido recorde. Esse crescimento reflete uma mudança significativa na forma como os produtos agrícolas são regulamentados e disponibilizados aos agricultores.
Dentre os 912 produtos aprovados, 162 são defensivos biológicos. Estes são considerados de baixo risco e são feitos com ingredientes que incluem hormônios e insetos. Além disso, foram liberados 25 produtos químicos novos, somando um total de 589 produtos para uso agrícola. Isso significa que esses itens já estão disponíveis nas lojas, prontos para uso pelos agricultores.
A aprovação desses agrotóxicos se dá por meio de um processo rigoroso, que envolve três órgãos governamentais: o Ministério da Agricultura, a Anvisa e o Ibama. Isso garante que os produtos sejam eficazes, seguros para a saúde humana e não prejudiquem o meio ambiente. Cada produto precisa apresentar pelo menos 70% de eficácia para ser registrado.
Apesar do número elevado de aprovações, nem todos os defensivos se tornam comercializados. Em 2024, 58,6% dos agrotóxicos registrados e 13,6% dos ingredientes ativos não chegaram a ser vendidos. Isso levanta questões sobre a efetividade e a necessidade de tantos registros, considerando o foco em produtos realmente úteis e seguros para a agricultura.
Critérios rigorosos para a liberação de produtos químicos e biológicos
Os critérios rigorosos para a liberação de produtos químicos e biológicos no Brasil são fundamentais para garantir a segurança dos agricultores e do meio ambiente. Para que um agrotóxico seja aprovado, ele deve passar por uma análise rigorosa de três órgãos: o Ministério da Agricultura, a Anvisa e o Ibama. Cada um tem um papel crucial nessa avaliação.
O Ministério da Agricultura analisa a eficácia do produto. Para que seja registrado, precisa demonstrar pelo menos 70% de eficácia no combate a pragas e doenças. Por outro lado, a Anvisa avalia os riscos à saúde humana. Eles verificam se o produto pode causar danos imediatos ou a longo prazo. Já o Ibama se concentra nos impactos ambientais, analisando como o produto afeta o solo, a água e os animais.
O processo de avaliação pode ser bem longo. O tempo médio para aprovações de novos produtos é de 24 meses. No entanto, esse prazo pode se estender devido à alta demanda. Isso é especialmente comum para os produtos equivalentes, que são cópias de ingredientes ativos que já estão no mercado.
Os defensivos biológicos têm um caminho mais curto. Esses produtos, que visam atuar de forma mais sustentável, normalmente passam por uma análise mais rápida. Essa análise dura cerca de 12 meses. O objetivo é garantir que esses produtos causem menos danos e sejam seguros para o uso agrícola.