Em um cenário de crescimento, a demanda aquecida e custo baixo na suinocultura brasileira garantiram resultados extraordinários em 2025. Este artigo explora a forte demanda interna e as reduções de custo que beneficiaram o setor.
Cenário Favorável na Suinocultura
Em 2025, a suinocultura brasileira se destacou com um cenário muito favorável. A demanda aquecida por carne suína foi um dos principais fatores desse resultado. O preço médio do suíno vivo, na praça de São Paulo, fechou em R$ 8,56/kg, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. Este aumento é notável, especialmente considerando que este é o maior patamar desde 2020. Outras regiões também mostraram solidez, como a Grande São Paulo, onde a demanda manteve os preços em alta.
A desvalorização de insumos, como o farelo de soja, contribuiu para elevar o poder de compra dos suinocultores. Este insumo é vital para a alimentação animal e sua redução trouxe alívio aos agricultores. Com preços no mercado interno controlados, a oferta limitada de suínos vivos ajudou a sustentar este cenário positivo, proporcionando lucros significativos aos produtores.
Desempenho Internacional do Brasil
O desempenho internacional do Brasil na suinocultura, em 2025, foi impressionante. O país se consolidou como o terceiro maior exportador mundial de carne suína. Entre janeiro e novembro, o Brasil embarcou 1,35 milhão de toneladas desse produto. Esse volume é 10,3% maior do que no mesmo período de 2024. Essa alta nas exportações destaca a força do setor diante da demanda global.
As Filipinas foram o principal comprador, absorvendo mais de 350 mil toneladas da carne suína brasileira. Esse crescimento não só beneficia os produtores locais, mas também fortalece a posição do Brasil no mercado internacional. Com esse desempenho, o país mostra que está preparado para atender a demanda externa. Isso pode abrir novas oportunidades no mercado global de alimentos.